7 Fábulas e Contos Africanos – InaLivros Listas

 

Acompanhe nessa lista 3 fábulas e 4 contos conhecidos em países africanos.  Todos os livros foram publicados no Brasil e o interessante é que sempre trazem uma construção positiva sobre os diversos assuntos que abordam. As histórias fazem parte da cultura local e foram transmitidas oralmente. Depois desses relatos, você terá mais motivos para conhecê-las e lê para um erê, ou vários.

1) AS GARRAS DO LEOPARDO

fábula africana - as garras do leopardo Autor: Chinua Achebe / Nigéria

 

Essa fábula africana mostra como era “no começo”. Nessa época os bichos vivam em aldeias rodeados de florestas. Todos eram amigos e a maioria não possuía garras afiadas e nem dentes que pudessem por medo ou mesmo machucar um ao outro. E lá, eles tinham um rei, que não era o Leão e sim o Leopardo, que os liderava de forma muito rigorosa, porém era gentil e esperto. Todos os animais o admiravam e gostavam dele, com exceção do Cachorro. 7 fábulas e contos africanos

A Grande Chuva sempre foi um tormento para os bichos da floresta. Para resolver a situação, o rei convocou todos os bichos, que decidiram em comum acordo construir um abrigo comunitário. As exceções à decisão da coletividade vieram do pato e do cachorro que não tinha simpatia pelo Leopardo. Ambos moravam longe e não quiseram se envolver na construção que ficou pronta depois de algumas semanas.

O período da construção foi suficiente para que tivesse início uma tempestade que inundou a floresta e obrigou o cachorro a fugir da caverna onde vivia isolado. Ele foi direto para o abrigo comunitário construído pelos outros bichos. Chegando lá, imediatamente expulsou quem estava dentro, travando uma batalha sangrenta com o rei Leopardo que, em desvantagem, perdeu a disputa. Afinal, o Leopardo não possuía garras, muito menos dentes afiados, ao  contrário do Cachorro.

Desolado e com o sentimento de ter sido traído, já que nenhum dos animais teve coragem de se unir para enfrentar o Cachorro, como propôs o Leopardo, ele se embrenhou pela floresta e adquiriu o que era necessário para retornar, reavendo assim seu trono. Depois de toda essa situação, o Cachorro revelou sua verdadeira face que era ainda mais obscura como atesta o texto.

Gostou? Agora é preciso ler o livro para saber tintin por tintin o que de fato aconteceu.

Onde encontrar: InaLivros


2) KALIMBA

fábula africanca - kalimba Autora: Maria Celestina Fernandes / Angola

 

Os tempos eram tão secos que as sementes plantadas não germinavam. A fome chegou na aldeia e se manifestava em todos. Os celeiros já estavam vazios como os estômagos e, quando tudo parecia perdido, alguém surge com uma ideia genial para resolver o problema. Depois da reunião em que todos tinham o direito de decidir em conjunto, ficou acordado que mandariam seus filhos em busca de comida. E assim tem início esse conto super instigante. 7 fábulas e contos africanos

A ideia era que os mais jovens levassem consigo utensílios como facão, machado e enxada para trocar por alimentos. Logo partiram com o objetivo de salvar o povo da aldeia, que não aguentava mais de fome. No caminho, depois de muito andar, se deparam com um velho que tinha uma ave na mão. Ele os perguntou o que faziam andando naqueles caminhos. Explicaram a situação e o velhote sugeriu trocar o pássaro que tinha em mãos pelos utensílios que levavam.

Dois dos três camaradas riram e fizeram chacota do velho que fazia uma proposta entendida como insana. No entanto, Kababo, o moço que levava o machado, deixou que os camaradas avançassem um pouco na caminhada e aceitou a troca. A partir desse feito, tem início uma grande confusão. Pois, a Kalimba, ave de asas e dorso acinzentados, assume o papel principal da trama.

Onde encontrar: InaLivros


3) O JOVEM CAÇADOR E A VELHA DENTUÇA

fábula africana - jovem.cacadorAutor: Lucílio Manjate / Moçambique

 

Esse conto apresenta a história da Velha Dentuça que morava na floresta com moças formosas de pele escura que a tratavam como mãe. Ela possuía dois dentes a frente que lembravam um coelho, cada um media cerca de um metro de altura. Já o Jovem Caçador era robusto, bonito e descendia de uma família muito humilde. 7 fábulas e contos africanos

Decidiu, o Jovem Caçador, que precisava se casar e na floresta iria conseguir sua esposa. Comunicou aos pais para obter a benção e seguir seu caminho, mesmo ciente de que todos que se arriscaram na floresta jamais retornaram.

A mãe tentou convencê-lo a desistir da ideia, mas a determinação do Jovem era irreversível. Então, ela o aconselhou a levar seus cachorros e contou um pouco do que sabia sobre a floresta. Explicou-lhe que a floresta já havia sido uma bonita e próspera aldeia, até que os homens e as mulheres, responsáveis por podar a copa das árvores, morreram de velhice e o lugar foi se tornando obscuro e sem luz. A Velha Dentuça, que já habitava a região, matou todos os meninos que restaram da aldeia. No entanto, as meninas receberam todos os seus cuidados e se tornaram mulheres bonitas.

O Jovem, convicto de sua decisão, partiu em direção à floresta onde foi muito bem recebido.  A Velha logo pôs em prática suas táticas que haviam dado certo com todos os moços que tentaram buscar uma esposa na floresta. E os cachorros do Jovem tiveram papel fundamental diante das estratégias da Velha, que envolveram até peido fedorento para frear  empreitada do Jovem Caçador.

 Onde encontrar: InaLivros


4) BOJABI A ÁRVORE MÁGICA

fábula africana - bojabi árvore mágicaAutora: Dianne Hofmeyr / África do Sul

Nessa fábula africana, as planícies da região onde hoje é  a África do Sul sofriam com a seca e a escassez de alimentos. Todas as plantas secavam. O Elefante, a Girafa, a Zebra, o Macaco e a Tartaruga arrastavam-se pelas terras áridas atrás de migalhas que pudessem atenuar a fome.

De longe, os bichos avistaram uma árvore maravilhosa coberta de frutos vermelhos e maduros.  Mas quando chegaram bem pertinho, se depararam com uma imensa serpente Píton enrolada no caule da árvore. Pediram à serpente que saísse dali para que pudessem comer dos frutos. E a serpente fez uma exigência, queria que falassem o nome da árvore para que os deixassem se alimentar.

Como os animais não sabiam o nome de tal árvore, decidiram procurar o Leão que tudo sabia e poderia lhes auxiliar. Foram então, um de cada vez, a sua procura e o encontraram distante e cada vez menos paciente. De toda forma, dizia o nome da tal árvore e ao retornar, os animais estavam tão preocupados com suas habilidades que no momento certo, esqueciam a pronuncia do nome da árvore que o Leão havia ensinado. 7 fábulas e contos africanos

Até que deixam a Tartaruga, tão lenta, porém esperta e astuta, ir ao encontro do majestoso.

Onde encontrar: InaLivros


 

5) A VASSOURA DO AR ENCANTADO

Fábula Africana - Vassoura do Ar EncantadoAutor: Zetho Cunha Gonçalves / Angola

 No norte de Angola, uma pequena aldeia era rodeada de nevoeiro, cafezais e muitos rios. Os rios cantavam e contavam histórias sobre segredos do princípio do mundo. Lá viviam duas irmãs muito velhinhas, que as pessoas das outras aldeias diziam se tratar de bruxas feiticeiras. Esse é o enredo desse conto.

As pessoas da aldeia onde viviam não se preocupavam muito com elas, pois pareciam pessoas normais, exceto quando olhavam as coisas e as pessoas, aí se diferenciavam, pareciam enxergar coisas que os outros não viam. E de fato, enxergavam. Quando alguém adoecia na aldeia, eram elas que cuidavam do enfermo com seus saquinhos e olhar de feitiço. Esses dons e poderes especiais eram suficientes para que todas as gentes da aldeia as respeitassem. 7 fábulas e contos africanos

Com elas lá, a aldeia era conhecida pelas pessoas de fora como a Aldeia das Bruxas. E era o lugar mais bonito e perfeito de se viver. Depois do jantar era o momento em que todos se reuniam para ouvir as histórias que os mais velhos contavam. Ao acordar descobria-se que cada um havia acompanhado uma história diferente. E esse era mais um dos grandes mistérios da Aldeia das Bruxas.

A vizinhança tinha muita inveja da Aldeia das Bruxas e, por conta desse sentimento, decidiram eliminá-las. Mas para surpresa daqueles que habitavam fora da aldeia, o povo que vivia na Aldeia das Bruxas, decidiu defendê-las e nada de mal lhes aconteceu. Daí, estas decidiram retribuir os vizinho da aldeia, ensinando algumas crianças os segredos que conheciam. Vale a pena ler para conhecer o final…

Onde encontrar: InaLivros


6) O REI MOCHO

rei.mocho Autor: Ungulani Ba Ka Khosa / Moçambique

 Nesse conto acontece um diálogo entre pai e filho sobre tempo antigos, onde o mundo ainda era pequeno e os gestos se sobrepunham a fala. Animais e homens se entendiam perfeitamente. Naqueles tempos a mentira ainda não havia sido inventada. E ela surge, justamente da confusão criada entre o homem e o Mocho.

As aves decidiram escolher um chefe, alguém para seguir, alguém que pudesse dar orientações. Escolheram, então, o Mocho e comunicaram a todos os bichos, inclusive aos homens. E a escolha foi feita por conta dos chifres que o Mocho possuía.

Por verem as saliências na cabeça do Mocho, acreditavam se tratar de fato de chifres. E o Mocho por sua vez, quando indagado, não desdisse a falta de chifres, ao contrário, solicitou as aves que não encostassem em suas cabeças de modo a não atrapalhar o comando. Ainda assim, tudo era harmônico e funcionava perfeitamente bem entre todas as espécies que habitavam a Terra.

O homem que já teve a possibilidade de sentir os chifres em seus dedos, desconfiou da veracidade do Mocho possuir tal apetrecho em sua cabeça. Decidiu, então, passar a mão na cabeça do Mocho, sentindo um tufo macio de cabelo, ao invés de saliências duras como chifres. Imediatamente, anunciou a todos que o Mocho era mentiroso e que havia se aproveitado da ingenuidade das aves para ser Rei. E a confusão que o homem gerou, você só vai saber lendo o livro!

 Onde encontrar: InaLivros


7) AS ARMADILHAS DA FLORESTA

armadilhaAutor: Hélder Faife / Moçambique

 

Os animais da floresta deixam de ser acordados pelos passarinhos que eram o despertador local. A partir daí instala-se uma grandiosa confusão. A paralisação dos passarinhos faz com que os bichos da noite não se recolham no horário apropriado e os diurno não levantem no princípio do dia.

Com os dias, além da confusão, a tristeza vai começando a se instalar na floresta. Percebendo a desarmonia, o rei Leão convoca os animais em assembleia para entender o que estava causando toda aquela situação. Os animais apontam a paralisação dos pássaros como a grande responsável. O Leão pergunta aos pássaros com toda sua autoridade, o que havia acontecido e eles falam que não cantam sem felicidade, sem alegria e que sua tristeza era causada pelas atitudes do homem que cortavam as árvores, sua morada. Outros bichos começaram a reclamar também, uns da poluição do ar, dos rios, outros do assassinato de suas espécies para venda de algo valioso como o chifre do Rinoceronte, o marfim do Elefante, dentre outros.

Ao entender a situação dos bichos, o Leão decide agir. Foi atrás do homem para conversar. Cheio de medo ao se deparar com o Leão, o homem aceitou a proposta que o rei da selva fez. Dia sim, dia não os animais presos na armadilha que o Homem punha na floresta seria do Leão. O Leão, em seu dia,  atraiu a mulher do homem com seu filho para uma das armadilhas. Para saber como o homem saiu dessa e como os animais da floresta voltaram a viver em harmonia, só lendo o final dessa fábula africana no livro.

Onde encontrar: InaLivros


Veja Também:

Compartilhe

mm

About the author

Léo O'Bento é educador, produtor cultural e ultimamente tem a estranha mania de transformar sonhos em realidades.