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Conceição Evaristo e suas obras

                                                                                                                                                                                                                                                            Foto: Marco Antônio Fera

Escritora de talento inegável, é mestre e doutora em Literatura. Nascida em Belo Horizonte, numa conjuntura social nada favorável, migra para o Rio de Janeiro em busca de melhores condições de vida e por lá vive desde a década de 70. Tem se dedicado a dar visibilidade para a Literatura Negra através de sua “Escrevivência”. Nos últimos anos, vem acumulando prêmios como o Jabuti na categoria Contos, em 2016, foi homenageada em fevereiro de 2017 com o Prêmio ‘Faz Diferença’ do jornal globo, na categoria prosa, dentre outros. Além disso, tem gerado desconforto em espaços, que são também lugares, de privilégio, como a Festa Literária Internacional de Paraty – FLIP, lá criticou a falta de escritoras negras e negros na programação principal da Festa, que rebatizou carinhosamente de “Arraiá da Branquitude”.

Começou publicando seus poemas e contos nos Cadernos Negros que podem ser considerados mãe e pai da Literatura Negra, enquanto a imprensa negra do início do século XX, será, para nós, a vovozinha querida que abriu parte do caminho. A reunião de textos nos Cadernos tiveram e têm o objetivo de dar visibilidade a escrita de autoras e autores negros, bem como, explorar suas percepções sobre o que a população negra sente na sociedade brasileira. Para além disso, a autora resolveu investir na publicação de seus próprios livros em parceria com pequenas e médias editoras que apostaram em seu talento ficcional, que a faz por a caneta, sem pena, nas feridas das injustiças, do cotidiano violento e da pobreza que acomete a maioria da população negra brasileira.

Para você ter acesso a escrita inconfundível dessa autora que nos surpreende a cada livro publicado, iremos fazer uma breve apresentação de suas obras, segue:

1) OLHOS D’ÁGUA – Conceição Evaristo e suas obras

O olho cheio de água que compõe a capa dessa obra não anuncia o soco, o pontapé e aquela cusparada na cara que está por vir. Os textos reunidos nessa obra, outrora publicados nos Cadernos Negros, machucam e maltratam. Todavia, apresentam de forma elegante e necessária, as mazelas que muitos fingem não ver, mas que estão no cotidiano da população negra. E são as situações vividas por Ana Davenga, Duzu Querença, Natalina e tantos outros que evidenciam as injustiças em seu texto. Se assustou com a apresentação? Não se intimide, esse é um daqueles livros que precisam ser lidos e entendidos. Vamos lá, coragem!

Acompanhe:

“(…) O deputado tremia, as chaves tilintavam em suas mãos. Davenga mordeu o lábio, contendo o riso. Olhou o político bem no fundo dos olhos, mandou então que tirasse a roupa e foi recolhendo tudo.

– Não, doutor, a cueca não! Sua cueca não! Sei lá se o senhor tem alguma doença ou se tá com o cu sujo!” Pág.:25

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2) INSUBMISSAS LÁGRIMAS DE MULHERES – Conceição Evaristo

e suas obras

Insubmissas Lágrimas de Mulheres nos traz contos que são fruto de uma escuta atenta e de inventivas histórias para suprir lacunas que se confundem com injustas realidades, sentimentos  e situações do território feminino. Mais uma vez a vivência e a escrita se entrelaçam para  narrar 13 situações de 13 mulheres diferentes que trazem sua humanidade a flor da pele, assim como situações de violência, dor, esperança e superação.

Leia o trecho:

“(…) Um dia, ele me convidou para a festa de seu aniversário e dizia ter convidado outros colegas de trabalho, entre os quais, duas enfermeiras do setor. Fui. Nunca poderia imaginar o que me esperava. Ele e mais cinco homens, todos desconhecidos. Não bebo. Um guaraná me foi oferecido. Aceitei. Bastou. Cinco homens deflorando a inexperiência e a solidão de meu corpo. Diziam, entre eles, que estavam me ensinando a ser mulher”. Pág. 57/58

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3) PONCIÁ VICÊNCIO – Conceição Evaristo e suas obras

Ponciá Vicêncio foi o primeiro romance publicado por Conceição Evaristo. É uma obra que nos apresenta algumas situações que a falta de informação proporcionou à população negra que vivia na zona rural, em um período posterior ao término da escravidão. O livro conta a história da família Vicêncio, tendo Ponciá sua protagonista que teve reservada em seu destino as penúrias que a acometeram, bem como seus antepassados e sucessores. A circularidade temporal é marca profunda no enredo dos desencontros, mortes e migrações expostas no livro. Foi leitura obrigatória no vestibular da UFMG de 2007.

Acompanhe um trecho:

(…) Aprendera a ler as letras numa brincadeira com o sinhô-moço. Filho de ex-escravos, crescera na fazenda levando a mesma vida dos pais. Era pajem do sinhô-moço. Tinha a obrigação de brincar com ele. Era o cavalo onde o mocinho galopava sonhando conhecer todas as terras do pai. Tinham a mesma idade. Um dia o coronelzinho exigiu que ele abrisse a boca, pois queria mijar dentro. O pajem abriu. A urina do outro caía escorrendo quente por sua goela e pelo canto de sua boca. Sinhô-moço ria, ria. Ele chorava e não sabia o que mais lhe salgava a boca, se o gosto da urina ou se o sabor de suas lágrimas. Naquela noite teve mais ódio ainda do pai. Se eram livres, por que continuavam ali?” Pág.:17

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4) HISTÓRIAS DE LEVES ENGANOS E PARECENÇAS – Conceição Evaristo e suas obras

CONCEIÇÃO EVARISTO - HISTÓRIAS DE LEVES ENGANOS E PARECENÇAS

Se você já leu alguma obra de Conceição Evaristo e espera encontrar nesse livro aquela crítica necessária às injustiças que acometem a população negra e a contundente indiferença vivenciada a cada ato de racismo, pode trocar a lente, acalmar as expectativas, porque você está prestes a embarcar numa obra que foge desse pano de fundo. E o que iremos assistir é uma autora se permitindo ao inusitado, estranho e imprevisível.

Leia:

“(…) Na hora da comunhão, o rosto de Dóris se iluminou. Uma intensa luz amarela brilhava sobre ela. E a menina se revestiu de tamanha graça, que a Senhora lá do altar sorriu. Uma paz, nunca sentida, inundou a igreja inteira. Ruídos de água desenhavam rios caudalosos e mansos a correr pelo corredor central do templo. E a menina ao invés de rezar a Ave-Maria, oração ensaiada por tanto tempo, cantou outro cumprimento. Cantou e dançou como se tocasse suavemente as águas serenas de um rio. Alguns entenderam a nova celebração que ali aconteceu. A avó de Dóris sorria feliz. Dóris da Conceição Aparecida, cantou para nossa outra Mãe, para nossa outra Senhora”.  Pág.: 24/25

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5) BECOS DA MEMÓRIA – Conceição Evaristo e suas obras

Trata-se de um romance de 170 páginas, o primeiro da autora que ficou engavetado durante 20 anos, recebendo a luz após Ponciá Vicêncio que já foi apresentado. Diz a autora que só resolveu publicá-lo após insistentes pedidos de amigas e amigos que o leram alguns anos antes. Nesse romance, Conceição transporta para a literatura a tensão do cotidiano de quem está submetido as diversas formas de violência. Apresenta a cor da pobreza no meio urbano sem a suavidade de quem nunca sentiu o que escreve. Mostra a necessidade da cabeça erguida e o compromisso com a transformação, com a educação-conhecimento que torna o indivíduo na coletividade, capaz de acreditar em si, conhecer as injustiças causadas pelas faltas de políticas públicas que equilibrem situações de desigualdades.

Vale a pena ler, saiba por que:

“(…) Nesta época, ela iniciava seus estudos de ginásio. Lera e aprendera também o que era casa-grande. Sentiu vontade de falar à professora. Queria citar como exemplo de casa-grande, o bairro nobre vizinho e como senzala, a favela onde morava. Ia abrir a boca, olhou a turma, e a professora. Procurou mais alguém que pudesse sustentar a ideia, viu a única colega negra que tinha na classe. Olhou a menina, porém ela escutava a lição tão alheia como se o tema escravidão nada tivesse a ver com ela. Sentiu certo mal-estar. Numa turma de quarenta e cinco alunos, duas alunas negras, e, mesmo assim, tão distantes uma da outra. Fechou a boca novamente, mas o pensamento continuava. Senzala-favela, senzala-favela”!

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LIVROS INFANTIS DE LÁZARO RAMOS

LIVROS INFANTIS DE LÁZARO RAMOS - CAPA

Lázaro Ramos é um ator que assumiu notoriedade nacional encenando protagonistas em diversos filmes do cinema brasileiro. Não demorou muito para que assumisse papéis principais em novelas no horário nobre da TV. Com o tempo, iniciou o programa Espelho, onde apresenta e entrevista pessoas que se destacam na sociedade.  Mas o que poucos sabem, é que esse baiano de sorriso sincero e acolhedor, iniciou sua carreira no Bando de Teatro do Olodum, Cia que leva em seus espetáculos humor, ironia e situações vivenciadas pela população negra de forma séria. Então, o Lázaro da ribalta acostumamos a ver e simpatizar cada vez mais. E ainda há espaço para ampliar esse bom sentimento, pois a investida na literatura, principalmente a infantil, nos mostra uma pessoa sensível e cada vez mais comprometido. Conheça os  livros infantis de Lázaro Ramos:

1) A VELHA SENTADA – livros infantis de Lázaro Ramos

LIVROS INFANTIS DE LÁZARO RAMOS - VELHA SENTADA

A estreia de Lázaro Ramos foi com esse livro intantil muito simpático: “A Velha Sentada”. Nele, conhecemos a história de uma menina, chamada Edith  que tem 9 anos de idade. Ela passava mais tempo do que devia na frente das telas do computador e da televisão. Evitava ao máximo contato com qualquer pessoa. Até com sua mãe, se pudesse se escondia para não ter que mirar seus olhos redondos, como já foi dito, preferia as formas retangulares dos aparelhos eletrônicos.

Foi uma vizinha fofoqueira, fazendo um comentário malicioso sobre a menina que conseguiu despertá-la sem querer, para que tomasse a atitude de procurar a “Velha Sentada” que estaria em sua cabeça. Mas antes de iniciar a busca, esperou cerca de um mês e meio.

Quando a menina decidiu dar um basta naquela situação de apatia e desânimo, surge na história um narrador que se apresenta como: uma “personalidade fantástica, sensacional, incrível e modesta”. E que chega sempre que falta criatividade e ânimo às pessoas, ajudando-as a encontrar o que estão procurando. Essa criatura que narra a história, possui diversos nomes. Todas as vezes que é solicitado, recebe um nome de quem a chama. Dessa vez, com Edith passou a se chamar Telhado. Ficou um pouco contrariado, mas aceitou o nome e foi com ela até o lugar onde pudessem encontrar a tal Velha.

E começaram a vasculhar pelo cérebro de Edith, e ele não estava para muitos amigos. Apesar de alguns esforços, encontraram a velha ali mesmo, estava lá sentadinha num canto. Para surpresa geral, ela tinha uma veia poética e muito brincalhona.  Acabou se comprometendo a ajudar. E Edith recordou que certa vez na escola, alguns colega fizeram gozações sobre a forma como ela era, como se fosse um defeito ser de um jeito e não de outro, isso foi um dos motivos que a levaram a assumir aquele jeito apático. Ainda com auxílio da Velha, fez várias reflexões sobre sua identidade, atitudes, ideias e ideais.

Com isso, Edith toma uma decisão em sua vida. Dali em diante iria utilizar a internet e assistir a televisão com equilíbrio. Logo, passa a se relacionar consigo e com os outros de maneira diferente e percebe outro mundo a sua volta.

Indicamos esse livro para crianças já alfabetizadas e da idade de Edith, 9 anos em diante. Para os educadores, seu uso pode ser voltado para abordagem da apatia, bullying, identidade, uso excessivo da internet, eletrônicos e seus derivados.

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2) CADERNOS DE RIMAS DO JOÃO – livros infantis de Lázaro Ramos

LIVROS INFANTIS DE LÁZARO RAMOS - CADERNO DE RIMAS DO JOÃO

Nesse livro, o texto é todo ritmado, segue em forma de poesia. Adequado a linguagem infantil, com ilustrações ricas em criatividade e quem deu vida foi o ilustrador Maurício Negro com seu traço inconfundível.

Ideal para crianças alfabetizadas e com autonomia para ler. “Cadernos de Rima do João“, mais um dos livros infantis de Lázaro Ramos, irá ampliar a familiaridade com a palavra escrita e criar o hábito da leitura.

Para as crianças que estão em processo de alfabetização, é fundamental que os responsáveis leiam fazendo menção as ilustrações que dialogam com todas as poesias de cada página, educadores também podem utilizar esse recurso.

Os temas tratados são amplos, seguem diretamente ligados ao imaginário e as vivências das crianças, de forma que a curiosidade é sempre aguçada em todas as páginas. Segue uma das poesias para adoçar a boca:

PROFISSÃO

Todo mundo me pergunta

o que vou ser quando crescer.

Que insistência, coisa doida,

nem sei o que eu vou comer!

Estou pensando, escolhendo,

eu gosto de responder.

Um médico, piscineiro

ou cantor de MPB.

Não sei se imito o papai,

que é um grande professor,

ou a minha prima Célia,

que conserta até motor.

 

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4 Livros sobre samba

SAMBA.CAPA

Bom, o carnaval já chegou e eu admiro muito quem tem energia suficiente para acompanhar um bloco, sair para outro, fazer aquela brincadeira bonita e dar continuidade na folia. Ainda vou além, admiro muito quem, apesar de tudo isso, ainda consegue acordar no dia seguinte como se nada tivesse acontecido, ir ao próximo samba e se divertir mais um pouquinho.

É…estou um jovem senhor e há muito os livros me acompanham nesse período do ano. E hoje o meu samba não é como antigamente. De qualquer forma, o sábado de carnaval sempre me bastou, principalmente por conta de minhas limitações físicas de querer ficar igual morcego com síndrome de passarinho. Por isso, trago 4 livros sobre samba  para você e a criançada se deliciarem nesse carnaval.  Sei que ficou com curiosidade para saber o que é um morcego com síndrome de passarinho.  Então, leia até o final!

1) O MENINO A GOIABEIRA E A PORTA-BANDEIRA

livros sobre samba - MENINO.GOIABEIRA.

Esse é um  livro infantil de autoria de Alexandre Henderson, jornalista e apresentador de um quadro do Programa “Como Será”, que narra a história de Júnior e Suelen, ambos moradores da Comunidade Renascer, local que tem um visual muito bonito de onde pode-se ver o mar com todo o seu esplendor. Ele é intérprete e ela porta-bandeira mirins da Escola de Samba que carrega o nome da comunidade. Ele é um menino muito criativo que vive versando sobre tudo o que acontece ao seu redor.  Aos pés da goiabeira, os amigos se deliciam com seus frutos e Júnior faz suas rimas encantando Suelen ao falar das primeiras gerações que ergueram a comunidade e semearam as plantas que hoje os alimenta.

Indicamos para crianças que estão precisando de um ‘empurrãozinho’ para por em prática seus dotes artísticos.

Onde encontrar: InaLivros


2) PARTIDO ALTO – SAMBA DE BAMBA

livros sobre samba - PARTIDO.ALTO

 

A obra é iniciada com uma bela voadora no peito da indústria de entretenimento de massa que é exposta como descompromissada com a cultura ‘tradicional’. Nei Lopes inclusive fala que a indústria, na busca incessante por lucro, criou o ‘pagode paulista’, uma invenção  que de pagode, na origem da palavra, não tem muita coisa. Enfim, é um livro que trás grandes provocações.

O livro se origina da adaptação de uma monografia que recebeu menção honrosa no concurso Sílvio Romero, 1988.  Nei Lopes discorre sobre a tradição carioca do samba improvisado e cantado em desafio. Além disso,  também aponta as possíveis origens do que é hoje o Partido Alto, bem como a característica guerrilheira da cultura africana diaspórica que utiliza a cultura hegemônica para sobreviver se recriando e frutificando sua existência.

Indicamos para todos os amantes do samba tradicional e todos aqueles que querem conhecer mais sobre o assunto.

Onde encontrar: InaLivros


 3) SAMBA MENINO – A HISTÓRIA DO SAMBA CONTADA PARA A CRIANÇADA

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Livro porreta de Raphael Moreira, que é publicitário, músico e produtor cultural. Em ‘Samba Menino’ o autor teve a preocupação de fazer uma viagem didática com Semba, um menino que chegou ao Brasil escravizado trazendo de sua terra natal  a dança da umbigada. Em tempo, foi rebatizado, passando a se chamar Samba e aos poucos foi se popularizando e se tornando parte da Cultura Brasileira.

Aí ele conhece uma galera da pesada que vai desde Tia Ciata a João da Baiana, de Sinhô a Ismael Silva. Pelas companhias parece que esse menino, não estava de bobeira, não. E com a criação e uso do rádio, ele vai crescendo e conhecendo o Brasil. Se mete no meio da folia com Zé Pereira, até que os blocos viram Escolas de Samba, tomando as dimensões enormes que conhecemos hoje e ele ali, acompanhando tudo.  Com a televisão é que ninguém parou mais esse menino. E até no espaço ele foi parar, acordando robô.

O livro vem acompanhado de um CD com excelente produção e músicas muito bem compostas. Ah, ele é bilíngue – (português x inglês). Vai dizer que o Samba não merecia?!

Indicamos para jovens que adultos que querem percorrer a história do samba de uma forma leve e divertida.

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4) O SAMBA DE IRAJÁ E OUTROS SUBÚRBIOS

LIVROS SOBRE SAMBA - SAMBA.DE.IRAJA.

Esse livro é uma análise sobre a obra de Nei Lopes, um intelectual que se faz artista, inquieto produtor que mistura em si composições interpretadas e gravadas por inúmeros cantores populares, escritor, historiador, advogado, partideiro, religioso e como não se bastasse, carioca. Mas esse não é um carioca qualquer, como o próprio autor Cosme Elias propõe. Ao apresentar o samba na obra de Nei, o autor o identifica como veículo de afirmação de identidade carioca e negra. No entanto, o intuito dessa obra não é esgotar o debate sobre a construção da identidade nacional, mas dá sinais sobre alguns aspectos dessa identidade.

Para isso utiliza a capital do Rio de Janeiro como pano de fundo, num período em que obras de embelezamento foram promovidas por Pereira Passos às custas da expulsão da população negra e empobrecida do centro para regiões periféricas da cidade e da  criação de núcleos urbanos nas proximidades das linhas de trem e bonde. Essa contextualização serve para mostrar a relação desse movimento com a  criação de Escolas de Samba e algumas décadas depois, mais precisamente em 1930, a legalização dessas agremiações e a oficialização do carnaval por parte do Estado.

Essa oficialização, como aponta o autor, teve duas leituras distintas. A primeira de que a população que fazia o Carnaval, foi utilizada como massa de manobra ao se aliar ao Estado e aceitar alterações nas estruturas das escolas e dos desfiles. E a outra de que o Estado ao oficializar essa festa popular admitia a existência de um povo negro.

Nei Lopes na qualidade de cantor, compositor e pesquisador entra com tudo nesse debate,sendo ele sujeito e também predicado do universo do samba. Agora, é o seguinte, não pense que irá encontrar uma biografia de Nei nesse livro. O que terá aqui é uma análise de sua obra e pronto!

 

Indicamos para quem quer uma reflexão mais profunda sobre as origens do samba carioca e uma análise com contextualização histórica da obra de Nei Lopes. Um livro para pesquisadores do samba.

 

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Esses foram os nossos 4 livros sobre samba. Tem samba pra todos os gostos. Então, se você chegou até aqui e quer realmente saber o que um morcego com síndrome de passarinho, vai saber agora. Porque isso não está escrito em livro.  Experimente sair de casa no sábado pela manhã bem cedinho e curta o samba até o dia seguinte. Tudo isso sem pausa para descanso. Vire a noite como uma morcego e curta o dia como um passarinho. Aí, quando você acordar, vai ver que só um livro pode curar a sua ressaca e cansaço.

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7 Fábulas e Contos Africanos – InaLivros Listas

Acompanhe nessa lista 3 fábulas e 4 contos conhecidos em países africanos.  Todos os livros foram publicados no Brasil, os de língua portuguesa possuem algumas palavras desconhecidas para nós brasileiros, mas todos têm glossário o que facilita o entendimento e acaba sendo uma forma de ampliar o conhecimento de novas palavras. Todas as autoras e autores apontam que essas histórias fazem parte da cultura local e são transmitidas oralmente. Agora, você não tem mais motivos para desconhecê-las e pode, principalmente, ler ou contar para uma criança, ou várias.

1) AS GARRAS DO LEOPARDO

fábula africana - as garras do leopardo Autor: Chinua Achebe / Nigéria

 

Essa fábula africana mostra como era “no começo”. Nessa época os bichos vivam em aldeias rodeados de florestas. Todos eram amigos e a maioria não possuía garras afiadas e nem dentes que pudessem por medo ou mesmo machucar um ao outro. E lá, eles tinham um rei, que não era o Leão e sim o Leopardo, que os liderava de forma muito rigorosa, porém era gentil e esperto. Todos os animais o admiravam e gostavam dele, com exceção do Cachorro.

A Grande Chuva sempre foi um tormento para os bichos da floresta. Para resolver a situação, o rei convocou todos os bichos, que decidiram em comum acordo construir um abrigo comunitário. As exceções à decisão da coletividade vieram do pato e do cachorro que não tinha simpatia pelo Leopardo. Ambos moravam longe e não quiseram se envolver na construção que ficou pronta depois de algumas semanas.

O período da construção foi suficiente para que tivesse início uma tempestade que inundou a floresta e obrigou o cachorro a fugir da caverna onde vivia isolado. Ele foi direto para o abrigo comunitário construído pelos outros bichos. Chegando lá, imediatamente expulsou quem estava dentro, travando uma batalha sangrenta com o rei Leopardo que, em desvantagem, perdeu a disputa. Afinal, o Leopardo não possuía garras, muito menos dentes afiados, ao  contrário do Cachorro.

Desolado e com o sentimento de ter sido traído, já que nenhum dos animais teve coragem de se unir para enfrentar o Cachorro, como propôs o Leopardo, ele se embrenhou pela floresta e adquiriu o que era necessário para retornar, reavendo assim seu trono. Depois de toda essa situação, o Cachorro revelou sua verdadeira face que era ainda mais obscura como atesta o texto.

Gostou? Agora é preciso ler o livro para saber tintin por tintin o que de fato aconteceu.

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2) KALIMBA

fábula africanca - kalimba Autora: Maria Celestina Fernandes / Angola

 

Os tempos eram tão secos que as sementes plantadas não germinavam. A fome chegou na aldeia e se manifestava em todos. Os celeiros já estavam vazios como os estômagos e, quando tudo parecia perdido, alguém surge com uma ideia genial para resolver o problema. Depois da reunião em que todos tinham o direito de decidir em conjunto, ficou acordado que mandariam seus filhos em busca de comida. E assim tem início esse conto super instigante.

A ideia era que os mais jovens levassem consigo utensílios como facão, machado e enxada para trocar por alimentos. Logo partiram com o objetivo de salvar o povo da aldeia, que não aguentava mais de fome. No caminho, depois de muito andar, se deparam com um velho que tinha uma ave na mão. Ele os perguntou o que faziam andando naqueles caminhos. Explicaram a situação e o velhote sugeriu trocar o pássaro que tinha em mãos pelos utensílios que levavam.

Dois dos três camaradas riram e fizeram chacota do velho que fazia uma proposta entendida como insana. No entanto, Kababo, o moço que levava o machado, deixou que os camaradas avançassem um pouco na caminhada e aceitou a troca. A partir desse feito, tem início uma grande confusão. Pois, a Kalimba, ave de asas e dorso acinzentados, assume o papel principal da trama.

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3) O JOVEM CAÇADOR E A VELHA DENTUÇA

fábula africana - jovem.cacadorAutor: Lucílio Manjate / Moçambique

 

Esse conto apresenta a história da Velha Dentuça que morava na floresta com moças formosas de pele escura que a tratavam como mãe. Ela possuía dois dentes a frente que lembravam um coelho, cada um media cerca de um metro de altura. Já o Jovem Caçador era robusto, bonito e descendia de uma família muito humilde.

Decidiu, o Jovem Caçador, que precisava se casar e na floresta iria conseguir sua esposa. Comunicou aos pais para obter a benção e seguir seu caminho, mesmo ciente de que todos que se arriscaram na floresta jamais retornaram.

A mãe tentou convencê-lo a desistir da ideia, mas a determinação do Jovem era irreversível. Então, ela o aconselhou a levar seus cachorros e contou um pouco do que sabia sobre a floresta. Explicou-lhe que a floresta já havia sido uma bonita e próspera aldeia, até que os homens e as mulheres, responsáveis por podar a copa das árvores, morreram de velhice e o lugar foi se tornando obscuro e sem luz. A Velha Dentuça, que já habitava a região, matou todos os meninos que restaram da aldeia. No entanto, as meninas receberam todos os seus cuidados e se tornaram mulheres bonitas.

O Jovem, convicto de sua decisão, partiu em direção à floresta onde foi muito bem recebido.  A Velha logo pôs em prática suas táticas que haviam dado certo com todos os moços que tentaram buscar uma esposa na floresta. E os cachorros do Jovem tiveram papel fundamental diante das estratégias da Velha, que envolveram até peido fedorento para frear  empreitada do Jovem Caçador.

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4) BOJABI A ÁRVORE MÁGICA

fábula africana - bojabi  árvore mágicaAutora: Dianne Hofmeyr / África do Sul

Nessa fábula africana, as planícies da região onde hoje é  a África do Sul sofriam com a seca e a escassez de alimentos. Todas as plantas secavam. O Elefante, a Girafa, a Zebra, o Macaco e a Tartaruga arrastavam-se pelas terras áridas atrás de migalhas que pudessem atenuar a fome.

De longe, os bichos avistaram uma árvore maravilhosa coberta de frutos vermelhos e maduros.  Mas quando chegaram bem pertinho, se depararam com uma imensa serpente Píton enrolada no caule da árvore. Pediram à serpente que saísse dali para que pudessem comer dos frutos. E a serpente fez uma exigência, queria que falassem o nome da árvore para que os deixassem se alimentar.

Como os animais não sabiam o nome de tal árvore, decidiram procurar o Leão que tudo sabia e poderia lhes auxiliar. Foram então, um de cada vez, a sua procura e o encontraram distante e cada vez menos paciente. De toda forma, dizia o nome da tal árvore e ao retornar, os animais estavam tão preocupados com suas habilidades que no momento certo, esqueciam a pronuncia do nome da árvore que o Leão havia ensinado.

Até que deixam a Tartaruga, tão lenta, porém esperta e astuta, ir ao encontro do majestoso.

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5) A VASSOURA DO AR ENCANTADO

Fábula Africana - Vassoura do Ar EncantadoAutor: Zetho Cunha Gonçalves / Angola

 No norte de Angola, uma pequena aldeia era rodeada de nevoeiro, cafezais e muitos rios. Os rios cantavam e contavam histórias sobre segredos do princípio do mundo. Lá viviam duas irmãs muito velhinhas, que as pessoas das outras aldeias diziam se tratar de bruxas feiticeiras. Esse é o enredo desse conto.

As pessoas da aldeia onde viviam não se preocupavam muito com elas, pois pareciam pessoas normais, exceto quando olhavam as coisas e as pessoas, aí se diferenciavam, pareciam enxergar coisas que os outros não viam. E de fato, enxergavam. Quando alguém adoecia na aldeia, eram elas que cuidavam do enfermo com seus saquinhos e olhar de feitiço. Esses dons e poderes especiais eram suficientes para que todas as gentes da aldeia as respeitassem.

Com elas lá, a aldeia era conhecida pelas pessoas de fora como a Aldeia das Bruxas. E era o lugar mais bonito e perfeito de se viver. Depois do jantar era o momento em que todos se reuniam para ouvir as histórias que os mais velhos contavam. Ao acordar descobria-se que cada um havia acompanhado uma história diferente. E esse era mais um dos grandes mistérios da Aldeia das Bruxas.

A vizinhança tinha muita inveja da Aldeia das Bruxas e, por conta desse sentimento, decidiram eliminá-las. Mas para surpresa daqueles que habitavam fora da aldeia, o povo que vivia na Aldeia das Bruxas, decidiu defendê-las e nada de mal lhes aconteceu. Daí, estas decidiram retribuir os vizinho da aldeia, ensinando algumas crianças os segredos que conheciam. Vale a pena ler para conhecer o final…

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6) O REI MOCHO

rei.mocho Autor: Ungulani Ba Ka Khosa / Moçambique

 Nesse conto acontece um diálogo entre pai e filho sobre tempo antigos, onde o mundo ainda era pequeno e os gestos se sobrepunham a fala. Animais e homens se entendiam perfeitamente. Naqueles tempos a mentira ainda não havia sido inventada. E ela surge, justamente da confusão criada entre o homem e o Mocho.

As aves decidiram escolher um chefe, alguém para seguir, alguém que pudesse dar orientações. Escolheram, então, o Mocho e comunicaram a todos os bichos, inclusive aos homens. E a escolha foi feita por conta dos chifres que o Mocho possuía.

Por verem as saliências na cabeça do Mocho, acreditavam se tratar de fato de chifres. E o Mocho por sua vez, quando indagado, não desdisse a falta de chifres, ao contrário, solicitou as aves que não encostassem em suas cabeças de modo a não atrapalhar o comando. Ainda assim, tudo era harmônico e funcionava perfeitamente bem entre todas as espécies que habitavam a Terra.

O homem que já teve a possibilidade de sentir os chifres em seus dedos, desconfiou da veracidade do Mocho possuir tal apetrecho em sua cabeça. Decidiu, então, passar a mão na cabeça do Mocho, sentindo um tufo macio de cabelo, ao invés de saliências duras como chifres. Imediatamente, anunciou a todos que o Mocho era mentiroso e que havia se aproveitado da ingenuidade das aves para ser Rei. E a confusão que o homem gerou, você só vai saber lendo o livro!

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7) AS ARMADILHAS DA FLORESTA

armadilhaAutor: Hélder Faife / Moçambique

 

Os animais da floresta deixam de ser acordados pelos passarinhos que eram o despertador local. A partir daí instala-se uma grandiosa confusão. A paralisação dos passarinhos faz com que os bichos da noite não se recolham no horário apropriado e os diurno não levantem no princípio do dia.

Com os dias, além da confusão, a tristeza vai começando a se instalar na floresta. Percebendo a desarmonia, o rei Leão convoca os animais em assembleia para entender o que estava causando toda aquela situação. Os animais apontam a paralisação dos pássaros como a grande responsável. O Leão pergunta aos pássaros com toda sua autoridade, o que havia acontecido e eles falam que não cantam sem felicidade, sem alegria e que sua tristeza era causada pelas atitudes do homem que cortavam as árvores, sua morada. Outros bichos começaram a reclamar também, uns da poluição do ar, dos rios, outros do assassinato de suas espécies para venda de algo valioso como o chifre do Rinoceronte, o marfim do Elefante, dentre outros.

Ao entender a situação dos bichos, o Leão decide agir. Foi atrás do homem para conversar. Cheio de medo ao se deparar com o Leão, o homem aceitou a proposta que o rei da selva fez. Dia sim, dia não os animais presos na armadilha que o Homem punha na floresta seria do Leão. O Leão, em seu dia,  atraiu a mulher do homem com seu filho para uma das armadilhas. Para saber como o homem saiu dessa e como os animais da floresta voltaram a viver em harmonia, só lendo o final dessa fábula africana no livro.

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11 Livros de Contos Negros – InaLivros Listas

CAPA - 11 livros de contos negros

Dessa vez elaboramos uma lista quentíssima com 11 livros de contos negros que você precisa conhecer. São livros com protagonismo negro na escrita e nos personagens (todos trazem as vivências de pessoas negras em destaque). Você irá se encantar, se identificar e conhecer mais sobre o cotidiano da população negra retratado literariamente sem estereótipos ou inferiorizações.

Confira a lista:

1) OLHOS D’ÁGUA

contos negros - olhos d'água

 O olho cheio de água que compõe a capa dessa obra não anuncia o soco, o pontapé e aquela cusparada na cara que está por vir. Os textos reunidos nessa obra, outrora publicados nos Cadernos Negros, machucam e maltratam. Todavia, apresentam de forma elegante e necessária, as mazelas que muitos fingem não ver. Se assustou com a apresentação? Não se intimide, Conceição é uma autora que precisa ser lida e entendida. Vamos lá, coragem!

conceição evaristo

Sobre a autora: Conceição Evaristo é mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Professora, pesquisadora e referência em literatura negra brasileira. Seus livros já foram premiados e  traduzidos para diversas línguas.

Onde encontrar: InaLivros

 

2) O TAPETE VOADOR

contos negros - o tapete voador

 O Tapete Voador, título que também nomeia um dos instigantes contos de Cristiane Sobral, apresenta as inquietações e a aceitação de normas impostas historicamente à negras e negros no Brasil, mas que pode ser ampliado para todos que sofreram o processo diaspórico nas américas. A negação de sua identidade e a do grupo ao qual pertence para ascender socialmente, ainda é uma tônica em determinados meios. Em contrapartida, essa visão vem se alterando de forma cada vez mais rápida na sociedade brasileira. E essas mudanças estão de acordo com a valorização da identidade negra e suas vivências que estão retratadas no cotidiano em que se inserem os textos desse livro, bem como as críticas direcionadas àqueles que não satisfeitos em serem estigmatizados, resolvem também colocar em prática o mito do homem negro sensual e procriador.

cristiane sobral

Sobre a autora: Cristiane Sobral é atriz, escritora e poeta. Estudou teatro no SESC do Rio de Janeiro, em 1989. Estreou na literatura em 2000, publicando textos nos Cadernos Negros. Foi crítica teatral da revista Tablado, de Brasília. Fez mestrado em Artes e pós-graduação em Educação com ênfase no ensino de Artes. Trabalhou como Assessora de Cultura da Embaixada de Angola no Brasil.

Onde encontrar: InaLivros

 

3) MULHER MAT(R)IZ

contos negros - mulher matriz

 A obra Mulher Matriz reúne contos escritos e publicados ao longo dos mais de 20 anos que a autora tem dedicados a literatura negra. Miram Aves deu espaço em seus textos às mulheres negras em sua diversidade, expressando relações de amor, vivências, afetividades e muitas paixões femininas.

mirian alves

Sobre a autora: Miriam Alves é escritora e poeta com uma longa trajetória literária. Participa frequentemente de debates e palestras em universidades nacionais e estrangeiras com temas vinculados às questões da literatura negra com ênfase especial a  literatura negra feminina.

 

 

4) SÓ AS MULHERES SANGRAM

contos negros - só as mulheres sangram

Só as Mulheres Sangram nos apresenta os dilemas de um cotidiano negro urbano e rural, onde as principais vivências retratam a mulher negra em diversos espaços geográficos, tais como as ruas, interior, presídios, morros e favelas. Mais um livro de contos negros focado na vivência feminina negra em sua multiplicidade.

lia vieira

Sobre a autora: Lia Vieira é escritora e doutora em educação, com longa trajetória literária. Possui outras obras publicadas, assim como textos, tanto em livros individuais, como em coletâneas como os Cadernos Negros.

 

 

5) CASA DE PORTUGAL

contos negros - casa de portugal

Em sua estreia com os contos reunidos em um livro autoral, o autor já calejado em publicar seus textos nas coletâneas dos Cadernos Negros nos traz aquelas lembranças gostosas que as reuniões de famílias pretas enormes nos proporcionam.  São contos que remetem àquele papo furado do ponto de ônibus, e o que falar daquela partida de futebol no campinho da esquina onde temos de um lado o time dos casados e do outro o dos solteiros? Casa de Portugal é um prato cheio de afetos e contradições, por isso não poderia faltar nesse seleção de livros de contos negros.

SERGIO ballouk

Sobre a autor: Sergio Ballouk é formado em Publicidade e Propaganda pela Cásper Líbero, fez Pós-graduação em Gestão Pública pela Universidade Mogi das Cruzes e participou do curso de Criação Literária – Museu Lasar Segall.

 

Onde encontrar: InaLivros

6) CONTOS ESCOLHIDOS

contos negros - contos escolhidos

Temas como amor, ódio, amizade, indiferença e tantos outros alimentam os contos aqui publicados. O autor demonstra as formas como o racismo, seja ele dissimulado ou não, atravessam as situações vivenciadas por seus personagens. O leitor encontra um acúmulo de retratos bem elaborados das desvirtudes que acometem milhões de brasileiros. O livro trás uma seleção de contos escolhidos dentre a sua ampla produção literária e recomendamos como uma forma de conhecer um pouco da obra em prosa do autor.

 

CUTI

Sobre a autor: Cuti formou-se em Letras (Português-Francês) na Universidade de São Paulo, em 1980. Mestre em Teoria da Literatura e Doutor em Literatura Brasileira pelo Instituto de Estudos da Linguagem – Unicamp (1999-2005). Foi um dos fundadores e membro do Quilombhoje-Literatura, de 1983 a 1994, e um dos criadores e mantenedores da série Cadernos Negros, de 1978 a 1993.

 

Onde encontrar: InaLivros

 

 7) O REGRESSO DO MORTO

contos negros - O regresso do morto

A primeira edição de ” O regresso do Morto” foi publicada em 1989, chegou nesses lados de cá da “Calunga Grande”, em 2016. O único autor estrangeiro nessa seleção, Suleiman aborda em seus contos o cotidiano de pessoas pobres das cidades, dos campos e de mineiros que fazem longas viagens para tirar seu pouco sustento e que alimentam diversas fantasias. A dor e a resistência também têm lugar em seus textos ao abordar a violência que é sobreviver em condições subumanas. Pra quem tem interesse em conhecer um pouco sobre a literatura africana, especificamente a moçambicana, indicamos esses contos negros.

SULEIMAN

Sobre a autor: Suleiman Cassamo é de Moçambique. Escritor e professor, tem licenciatura em Engenharia Mecânica e é membro da Associação de Escritores Moçambicanos.

 

Onde encontrar: InaLivros

8) REZA DE MÃE

contos negros - Reza de mãe

Mais uma vez o Allan da Rosa nos surpreende com a sintaxe repleta de originalidades. Suas personagens vivenciam realidades periféricas encontradas facilmente na cidade de São Paulo, mas que poderiam refletir qualquer  periferia das capitais brasileiras, sem perder o valor que compõe cada texto. Valor esse que traz o cotidiano das ruas, quintais, becos, vielas, campos de várzea e outros espaços comuns à população negra.

ALLAN.1

Sobre a autor: Allan da Rosa é formado em História e tem mestrado em Cultura e Educação. Autor, entre outros, de A Calimba e a Flauta – Versos Úmidos e Tesos (livro-CD de poesia erótica, com Priscila Preta, 2002), Pedagoginga, Autonomia e Mocambagem (Ensaio sobre Cultura Negra e Educação Popular, 2013) e Mukondo Lírico (livro-CD, com Giovanni Di Ganzá, 2014).

Onde encontrar: InaLivros

 

9) CIRCO DE PULGAS

contos negros - Circo de Pulgas

Circo de Pulgas nos aproxima tanto do Rio de Janeiro ao nos apresentar os Aruandas, Toquinha, Sete, Pincel, Elvis, personagens que ora estão na Lapa, Pedra do Sal, Senador Camará e outros cantos da cidade. O livro nos faz ter sensações tão diversas que podem ir desde a risada desmesurada quando Bento dá uma volta no editor e publica o ‘Mundo Bizarro de Beato Salu’, até a emoção de presenciar Zé Menino tocando bandolim no velório de Dona Menininha. Um livro de contos negros repleto de personagens marcantes, que ganham vida na narrativa leve e descontraída de Manto Costa.

MANTO

Sobre a autor: Manto Costa é jornalista, historiador e escritor. Iniciou a carreira literária publicando um romance logo de cara, Meu Caro Júlio. Depois participou da antologia Terra de Palavras e sua obra mais recente foi Circo de Pulgas.

Onde encontrar: InaLivros

10) O CARRO DO ÊXITO

contos negros - O carro do êxito

Essa é uma edição revisada do livro que marcou a estreia de Oswaldo de Camargo nos contos, em 1972. Detentor de uma técnica refinada traz em um de seus contos, Maralinga, a ingenuidade do menino pequeninho que é deixado pelo pai, recém-viúvo, na casa de um doutor que irá cuidar para que “se torne alguém na vida”. Não poderia faltar nesse seleção de contos negros uma obra de Oswaldo de Camargo, um dos principais e mais longevos  escritores negros brasileiros.

osawaldo

 

Sobre o autor: Oswaldo de Camargo é jornalista, poeta, contista, novelista e músico. Foi um dos fundadores da coletânea Cadernos Negros e acumula prêmios por sua atuação literária. Atua como consultor, revisor e palestrante. 

Onde encontrar: InaLivros

 

11) MUITO COMO UM REI

 

contos negros - Muito como um Rei

De forma direta, Fábio Mandingo aborda as violências, amores não correspondidos, feridas e poucas alegrias nos contos de Muito como um Rei. Seu retrata as suas vivências nas periferias de Salvador.

Fábio Mandingo 2

Sobre a autor: Fábio Mandingo aprendeu a fazer ele mesmo, ao som do punk rock, virou homem na Capoeira e no Axé.  Pós-graduando em História Social do Negro. Publicou os livros de contos: Salvador Negro Rancor (2011), Morte e vida Virgulina (2013) e Muito como um rei (2015).

Onde encontrar: InaLivros


Ufa! Quanta coisa boa. A seleção que fizemos apresenta diversas interpretações e olhares sobre as vivências da população negra. Esperamos ter auxiliado a ampliar o olhar sobre novas escritas e abordagens sobre a produção literária de autores negros.  Outros livros de contos negros podem ser encontrados em nossa  loja virtual.

E se você chegou até aqui em nossa listinha, não custa nada nos dizer um que você já leu. Ou até mesmo nos indicar outros livros e autores. Vamos lá, é rapidinho…

Veja Também:

Feliz Ano Novo – dicas para iniciar o hábito de ler em 2017

facebook

Um novo ano começa e a gente sempre promete melhorar nossos hábitos, não é mesmo?  Vamos te auxiliar a se tornar uma leitora mais feliz e orgulhosa em 2017. Para isso, trazemos 4 dicas para estimular o hábito de ler e atingir seus objetivos com muito mais alegria e qualidade. Aproveite a virada do ano, já que tudo se renova ‘de novo’ e acompanhe as nossas dicas para organizar suas leituras em 2017! O método consiste em 4 etapas: planejar, pôr em prática, apreciar suas conquistas e fortalecer o hábito. Como um exemplo vale mais que palavras soltas, eu mesmo elaborei e experimentei todas essas dicas. Ao seguir todos os passos, suas possibilidades de atingir sucesso em suas leituras será ainda maior. Preparadas? Então, vamos começar!

1) Planejar

Sem um planejamento definido não chegamos a lugar nenhum. Então, a primeira dica é: se preparar para traçar seus objetivos. Vamos lá, pegue um caderninho (ele irá te acompanhar ao longo do ano) e rabisque três gêneros que mais gosta. Se você ainda não sabe que tipo de assuntos te atrai mais nos livros, pense nos tipos de filmes que você gosta de assistir. Pode ser um bom caminho para descobrir seu gosto literário. Depois, pegue a lista e enumere em ordem crescente a partir de sua preferência. Por exemplo, eu listei assim: Literatura Africana, Contos e Quadrinhos. E minha enumeração ficou dessa forma: 1) Contos ; 2) Literatura Africana; 3) Quadrinhos.

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meu caderninho

Feito isso você irá pesquisar sobre autoras, autores e livros dos gêneros listados. No blog da Ina você pode ver algumas dicas de livros e autores aqui e ali.  Você também pode pedir dicas para amigos que gostam de ler. Lembre-se: você precisa estar motivada e confortável com as suas escolhas de leitura. Então o processo de escolha será a partir de suas afinidades, não importa se o autor é mais ou menos famoso ou se  o livro é um clássico ou não.  Escolha  dois títulos de cada gênero. Dessa forma, teremos a meta de devorar um livro por mês, uma quantidade bem razoável. Nesse método estabelecemos metas de 6 meses para que o prazo não seja muito longo e fique mais fácil manter o foco. Dessa forma, com esse planejamento temos material suficiente até junho.

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listagem de gêneros

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enumerando

hábito de ler - caderno com anotações dos livros

títulos

Se você não tem o hábito de ler, seja realista. Não adianta escolher livros enormes ou obras com linguagem totalmente diferente da sua e que vá exigir um esforço adicional. Comece pelo que for mais prático e confortável, para diminuir as chances de abandonar o projeto no meio do caminho.

2) Pôr em prática

Agora que você já deu os primeiros passos que foram listar, enumerar e pesquisar, você irá adquirir (ou pegar emprestado) os livros. Feito isso, será necessário estabelecer uma meta diária de leitura. Vamos começar com 30 minutos por dia? Aí você vai dizer que não tem tempo, que é difícil, que seu dia já é muito corrido e ocupado. E eu irei mostrar que tem tempo sim! Vamos lá, sabe aquele momento em que você está despertando e ao invés de levantar, pega o celular para olhar o What’sApp, Messenger e Facebook? Pois é. Você irá pegar o livro que estará em sua cabeceira e ler durante 30 minutos. “Ah, não faço nada disso!” Tudo bem.  Então, você irá se estender no banheiro durante mais alguns minutos para concluir a leitura de um trecho do livro e dar aquela folheada antes de encarar mais uma jornada. Se te causa náuseas essa possibilidade, poderá ler no percurso para o trabalho. Dentro do ônibus, no metrô ou no trem há uma profusão de sons, é verdade. Então, tenha sempre um fone de ouvido para aquele jazz instrumental te ajudar a percorrer as linhas que as autoras e autores prepararam para ti. Se não gosta de música, coloque o fone assim mesmo, pelo menos abafa o som externo. Ainda tem o tempo que a gente gasta em filas ao longo do dia, se chateando pela demora e pelo papo furado a sua volta, que pode ser melhor aproveitado se você ler um pouquinho enquanto espera. Antes de dormir… também pode ser uma boa opção.  Ah, e se tiver tempo de sobra e disponibilidade, destine mais do que meia hora para a leitura. O importante aqui, é que a leitura seja diária para consolidar o hábito de ler.

Com os gêneros enumerados em ordem de preferência e os títulos listados, comece com o seu gênero preferido. Depois, vá para o primeiro título do próximo gênero e dessa forma poderá ir alternando os gêneros ao longo do tempo.  Minha sugestão pra quem está começando, é que leia um livro de cada vez e que se esforce para terminar a leitura. Procure não abandonar o livro pela metade. Toda história precisa de um tempo para pegar o ritmo. Dê uma chance ao livro (e ao autor) te mostrar que aquela é uma boa história.

Lembra daquele caderninho que irá te acompanhar ao longo dessa nossa empreitada? Então, ele servirá para que antes de dormir, anote a data e faça um breve resumo do que leu, isso será importante para guardar uma memória sobre a sua leitura. No meu caso, faço isso diariamente, mas se ainda está criando o hábito, pode fazer uma vez por semana. Mas é importante ter o compromisso de definir um dia da semana para aquele resumo maroto. Vale escrever as passagens que te marcaram na leitura ou mesmo suas impressões e sentimentos diante do que você está lendo. O importante é fazer um registro desse processo. Outra dica para fazer esses registros é gravar um áudio no celular sempre que quiser se lembrar de algo durante a leitura ou fazer a leitura em voz alta de algum trecho que você queira se lembrar.

3) Apreciar suas conquistas

Nenhum planejamento pode ser bem sucedido se a gente não acompanha a evolução dele! Nesse planejamento, nossa primeira apreciação é feita no finalzinho de março. Por que março? Para não colocar tudo a perder se o plano inicial não estiver adequado à sua realidade. Simples assim. No final de março, você já terá lido 3 livros. Então, iremos identificar se a leitura está sendo prazerosa e produtiva. Se sim, vamos dar continuidade ao que foi planejado até junho.

Caso contrário, paramos para refazer o planejamento. Fiquem atentas, em março teremos outra postagem sobre a reelaboração do planejamento iniciado em janeiro. O importante é não desistir por conta dos imprevistos!

4) Fortaleça o hábito de ler

Um hábito só se consolida se a gente se compromete a mantê-lo. Por isso, é fundamental que você compartilhe o seu prazer de ler com outras pessoas. Procure em seu rol de amizades presenciais e/ou nas redes sociais pessoas que também gostam de boa leitura para dialogar sobre o que estão lendo no momento. Pode ser presencial num Café ou nos “Happy Hours” da vida. Trocar nos traz a capacidade de recriar e atingir outras possibilidades de leitura que sozinhas não conseguimos atingir. Então, deixo como dica e que será melhor explorado em outros posts ao longo do ano, a construção de um clube de leitura presencial e on-line com foco na literatura negra.

Seguindo essas dicas você conseguirá ler cada vez mais e melhor.

Em nome da família InaLivros desejo um ótimo 2017, com muita luz,tranquilidade, energias positivas e ótimas leituras!

Veja Também:

45 livros de autoras e autores negros lançados em 2016 (+ 10 Bônus)

45 livros de autoras e autores negros

O ano de 2016 vai deixar saudades para alguns, outros tentarão esquecê-lo, mas nós da InaLivros precisamos registrar as maravilhas que ele trouxe. Com isso, elencamos uma série de títulos que nasceram durante a sua passagem. Não é de hoje que a produção das autoras negras e negros brasileiros vem crescendo. Fique com o levantamento produzido  pela InaLivros para que você tome conhecimento das novidades e relembre os títulos lançados ou reeditados ao longo de 2016. Tem literatura para todos os gostos.  Agora é com você!

 

JANEIRO

 

1. O Sabá do Sertão – feiticeiras, demônios e jesuítas no Piauí Colonial (1750 – 1758)

saba-do-sertao-carolina-rocha

 

Autora: Carolina Rocha

Gênero: História

Onde encontrar: Paco Editorial

 

 

 

 

2. Tudo Eu! – confissões de uma mãe sincera

tudo-eu-elisama

 

Autora: Elisama Santos

Gênero: Maternidade, Mulheres e Família

Onde encontrar: Blog Tudo Eu

 

 

 

3.  Des in teiro

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Autor: Guellwaar Adún

Gênero: Poesia

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

 

 

4. Xirê – a brincadeira lírica

xire-du-oliveira

 

Autor: dú oliveira

Gênero: Poesia

 

 

 

 

 

 

 

5. Em reticiências

em-reticencias-thata

 

Autora: Thayaneddy Alves

Gênero: Poesia

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 


 

FEVEREIRO

 

6. Bucala – a pequena princesa do quilombo Cabula

bucala-davi-nunes

 

Autor: Davi Nunes

Gênero: Infantil

Onde encontrar: InaLivros

 

 


 

MARÇO

7. Atlântico Dor – poemas 1979-2014

atlantica-dor-abelardo

 

Autor: Abelardo Rodrigues

Gênero: Poesia

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

8. Chica da Silva – romance de uma vida

chica-da-silva-joyce

 

Autora: Joyce Ribeiro

Gênero: Romance

 

 

 

 

 

 9. Negra nua crua

nua-crua-mel-duarte

 

 

Autora: Mel Duarte

Gênero: Poesia

 

 

 

 

 

 10. Casa de Portugal

casa-de-portugal-sergio

 

Autor: Sérgio Ballouk

Gênero: Contos

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

 11. Sopapo Poético

sopapo-poetico

 

Autoria: Produção Coletiva (vários autores)

Gênero: Poesia

 

 

 

 

 

12. Quilombololando

quilombolando-heloisa

 

Autora: Heloísa Pires Lima

Gênero: Infantil

 

 

 

 


 

ABRIL

 13. Terça Afro – Território de Afetos

territorios-afeto-terca-afro

Autoria: Produção Coletiva (vários autores)

Organização: Whellder Guelewar e Ana Carolina de Jesus

Gênero: Ensaios

Onde encontrar: InaLivros

 

* O livro acompanha um DVD.

 

 


 

MAIO

 14. Carro de Êxito

carro-exito-oswaldo

 

Autor: Oswaldo de Camargo

Gênero: Contos

Onde encontrar: InaLivros

 

 

*Reedição do livro lançado originalmente em 1972.

 

 

15. Guardei no armário – a experiência de um jovem homossexual, negro e ex-evangélico na sétima maior cidade do mundo

guardei-no-armario-sidnei

 

Autor: Samuel Gomes

Gênero: Romance

Onde Encontrar: InaLivros

 

 

 

 

16. Mundo Cor-de-rosa

mundo-cor-rosa-roberta-martins

 

Autora: Roberta Martins

Gênero: Infantil

 

 

 

 


 

JUNHO

 

17. Mãos de Godê

maos-de-gode-binho

 

Autor: Binho Cultura

Gênero: Infantil

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

 18. Sobre-Viventes!

sobre-viventes-cidinha

 

Autora: Cidinha da Silva

Gênero: Crônica

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

 

19. Histórias de leves enganos e parecenças

historias-leves-enganos-conceicao

 

Autora: Conceição Evaristo

Gênero: Contos

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

 

 20. Meu pai vai me buscar na escola

meu-pai-vai-me-juniao

 

Autor: Junião

Gênero: Infantil

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 21. Lino Guedes – seu tempo e seu perfil

lino-guedes-oswaldo

 

Autor: Oswaldo de Camargo

Gênero: Ensaio

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

 

22. A(r)mada Negra – Poemas

armada-negra-sidney

 

Autor: Sidney de Paula Oliveira

Gênero: Poesia

Onde encontrar: Quilombhoje

 

 

 

 


 

JULHO

 23. Carolina

carolina-sirlene

 

Autores: Sirlene Barbosa e João Pinheiro

Gênero: História em Quadrinhos

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

 24. Muzimba – na humildade sem maldade

muzimba

 

Autor: Akins Kintê

Gênero: Poesia

Onde encontrar: InaLivros

 

* Capa da segunda edição lançada em dezembro/2016 com adição de alguns poemas.

** Acompanha CD.

 

 25. Terra de Gente

terra-de-gente-ras-sidmas

 

Autor: Rás Sidmar

Gênero: Contos

 

 

 

 


 

AGOSTO

 26. Rapistórias – crônicas da cultura de rua

rapistorias-edson-sousa

 

Autor: Edson de Souza

Gênero: Crônicas

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

 27.Encruzilhada

encruzilhaa-marcelo

 

Autor: Marcelo d’Salete

Gênero: História em Quadrinhos

Onde encontrar: InaLivros

 

*Reedição

 

 


 

SETEMBRO

 28.Água Negra e Outras Águas

agua-negra-e-outras-historias

 

Autora: Lívia Natália

Gênero: Poesia

 

 

 

 

 


 

OUTUBRO

 29. Contos Escolhidos

contos-escolhidos-cuti

 

Autor: Cuti

Gênero: Contos

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

 30. Letra e tinta – 10 contos vencedores do Prêmio Malê de Literatura

letra-tinta

 

Autoria: Produção Coletiva (vários autores)

Gênero: Contos

Onde encontrar: Malê

 

 

 

31. Mulheres Incríveis

mulheres-incriveis-elaine

 

Autora: Elaine Marcelina

Gênero: Contos, Poesias e Depoimentos

Onde encontrar: InaLivros

 

 

* Reedição revista e reorganizada.

 

 

32. Primavera – tetralogia das estações

primavera-naiara

 

Autora: Naiara Paula

Gênero: Romance

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

 


 

NOVEMBRO

 33. Canções de Amor e Dengo

cancoes-amor-dengo-cidinha

 

Autora: Cidinha da Silva

Gênero: Poeaia

 

 

 

 

 34. O tapete voador

 

Autora: Cristiane Sobral

Gênero: Contos

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

 35. Esboços de um tempo presente

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Autora: Rosane Borges

Gênero: Ensaios

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

 

 36. De lágrimas, revides e futuros

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Autor: Vagner Souza

Gênero: Poesia

Onde encontrar: Wagner Souza

 

 

 

 

 37. Reza de Mãe

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Autor: Allan da Rosa

Gênero: Contos

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

 

38. Histórias de Sacis

historias-de-sacis

 

Autoria: Produção Coletiva (vários autores)

Organização: Egídio Trambaiolli Neto

Gênero: Contos infantojuvenil

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

39. Entrando no clima – chuva, chuvica, chuvarada e outras meteorologices

 

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Autora:  Maju Coutinho

Gênero: Ambiental

 

 

 

 

 

 


 

DEZEMBRO

 40. As coisas simples da vida

coisas-simples-da-vida-elaine-marcelina

 

Autora: Elaine Marcelina

Gênero: Infantil

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

41. Insubmissas Lágrimas de Mulheres

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Autora: Conceição Evaristo

Gênero: Poesia

Onde encontrar: InaLivros

 

*reedição

 

42. {Re} Olhar – acolhendo quem somos e os filhos que temos

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Autora: Elisama Santos

Gênero: Maternidade, Mulheres e Família

Onde encontrar: Blog Tudo Eu

 

 

 

 

43. Lendas de Dandara

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Autora: Jarid Arraes

Gênero: Fantasia

 

 

 

 

 

44. Eu Não Quero Flores de Plástico

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Autora: Ana Cruz

Gênero: Poesia

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

 

45. Cadernos Negros volume 39 – Poemas afro-brasileiros

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Autoria: Produção coletiva (vários autores)

Organização: Esmeralda Ribeiro e Márcio Barbosa

Gênero: Poesia

Onde encontrar: Quilombhoje

 

 

 


E aí, gostou? Até aqui apresentamos os 45 livros que autoras e autores negros publicaram de norte a sul do país. Mas a gente sempre quer mais, não é mesmo? De agora em diante, acompanhe a nossa lista  BÔNUS com 10 livros de escritoras e escritores negros africanos e na diáspora que foram lançados no Brasil em 2016!

ESTRANGEIROS

1. Mulheres, Raça e Classe

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Autora: Angela Davis

Gênero: Ensaios

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

2. Casa de Palavras – Uma história de amor

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Autora: Rebecca Walker

Gênero: Romance

 

 

 

 

3. Voltar para casa

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Autora: Toni Morrison

Gênero: Romance

 

 

 

 

4. Sem gentileza

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Autora: Futhi Ntshingila

Gênero: Romance

 

 

 

 

 

5. Sangue negro

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Autora: Noémia de Sousa

Gênero: Poesia

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

6. O Pomar das almas perdidas

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Autora: Nadifa Mohamed

Gênero: Romance

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

 

7. O Grande Encontro

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Autora: Maria Celestina Fernandes

Gênero: Infantil

 

 

 

 

8. Orgia dos Loucos

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Autora:Ungulani Ba Ka Khosa

Gênero: Contos

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

9. Má Feminista

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Autora: Roxane Gay

Gênero: Ensaios

 

 

 

 

 

10. O regresso do morto

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Autor: Suleiman Cassamo

Gênero: Contos

Onde encontrar: InaLivros

 

 

 

 

 


Agora sim! Listamos 55 lançamentos literários no Brasil com autoria negra. Sem dúvidas, essa lista é apenas uma parcela do que foi publicado por autoras e autores negros neste ano. Nada mal não é? Se você já conhece algum desses títulos ou lembra de outros lançamentos do ano que não estão listados, deixe seu comentário.

Quer conhecer mais livros de autoria negra? Acesse a loja virtual da InaLivros: www.inalivros.com

 

Veja Também:

InaLivros listas – 11 HQ’s com protagonismo negro que você precisa conhecer

11-hq-capas

Vamos a mais uma listinha? Hoje, iremos falar de Quadrinhos! A InaLivros destaca pra vocês 11 HQ’s com protagonismo negro. Bora descobrir quais são?

 

1- Cumbe

CUmbeAutor: Marcelo D’Salete

Editora: Veneta

Onde Encontrar: InaLivros

Essa premiada HQ de Marcelo D’Salete já é considerada um clássico. Com uma linguagem gráfica marcante, D’ Salete nos apresenta quatro histórias sobre esperança e resistência de negros escravizados durante o período colonial. É sempre bom quando mudamos a perspectiva de observação da história, e Cumbe trás o protagonismo negro na conquista pela liberdade, desconstruindo essa visão de passividade negra e submissão inquestionável às condições de vida durante o período que perdurou a escravidão.

Um aspecto que valoriza muito essa obra, é que, apesar da violência dos enredos, D’Salete consegue trazer sentimentos muito positivos de esperança ao final. Uma obra forte, com grande viés dramático e grande valorização do aspecto gráfico.

Para saber mais: http://www.dsalete.art.br/

2- Aya de Yopougon

untitledaya_de_yopougon_2Autores: Marguerite Abouet e Clément Oubrerie

Editora: L&PM

Onde Encontrar: InaLivros

Essa obra da escritora marfinense Marguerite About fala sobre o cotidiano de algumas pessoas na Costa do Marfim, focando principalmente na vida dos jovens. Aya, a jovem protagonista, vive dilemas de adolescentes de todo o mundo, como namoros, sexualidade, gravidez, dúvidas quanto ao futuro… enfim, é uma excelente forma de abordamos esses assuntos com nossos jovens e ainda trazer a cultura e a estética africana – especificamente a marfinense – para o nosso cotidiano.

Aya de Youpong é uma série de 6 HQ’s, e infelizmente no Brasil só foram publicados os dois primeiros volumes. A série de HQ’s foi premiada no exterior (ou na gringa – como desejarem)  foi selecionado para o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE) 2012, e já virou filme.

Resta-nos torcer para que a série seja toda traduzida e publicada por aqui.

3- Coltrane

coltraneAutor: Paolo Parisi

Editora: Veneta

Onde Encontrar: InaLivros

Uma HQ sobre a vida de um dos maiores ídolos do jazz, John Coltrane. Que combinação maravilhosa! A dica é pegar uma taça de vinho, colocar o som de Coltrane pra rolar e mergulhar na leitura dessa HQ que conta os grandes momentos da vida do instrumentista e relembra sua relação com outros grandes do JAZZ, citamos: Miles Davis, Thelonious Monk, Dizzy Gillespie, Duke Ellington e outros. A HQ também destaca seu envolvimento com as drogas, o racismo sofrido ao longo da vida e a infância pobre na Carolina do Norte.

4- Nelson Mandela

nelson mandelaAutor: Lewis Helfand

Ilustrações de Sankha Banerjee

Editora: Cereja

Onde Encontrar: InaLivros

Nessa HQ você irá se emocionar com a história de vida de Madiba, mais conhecido como Nelson Mandela, um ser humano que se dedicou a defender a liberdade. Diante de toda opressão pela qual passava a população negra da África do Sul, se opôs às lideranças do CNA, partido que defendia a não-violência como forma de derrotar o regime racista que fora implementado naquele país. Ao planejar ações de legítima defesa, foi preso, cumprindo 30 anos de prisão. Ainda assim, participa de acordos bilaterais para acabar com o Apartheid e torna-se o primeiro Presidente negro da África do Sul.

5- Vejo a terra prometida

vejo a terra prometidaAutor: Marcelo Brandão Cipolla

Editora: Martins Fontes

Onde Encontrar: InaLivros

Nessa HQ a gente conhece um pouco mais sobre a vida de um dos líderes da luta por equidade racial: Martin Luther King.  Essa obra, cujo título foi inspirado em um trecho do famoso discurso “Eu tive um sonho”, trás uma linguagem bem original e diferente do que estamos acostumados em HQ’s no Brasil. O texto original é do poeta negro-americano  Arthur Flowers e tem ilustrações de um artista bengalês, o Manu Chitrakar, o que nos apresenta uma estética bem colorida e incomum.

Além da vida de Martin Luther King, a HQ fala muito sobre a história da escravidão e segregação racial nos Estados Unidos. Vale a pena conhecer!

“Eu vi a terra prometida. Talvez não vá até lá com vocês, mas esta noite quero que vocês saibam que nós, como povo, chegaremos à terra prometida” –  profetizou King.

6- Encruzilhada

encruzilhada Autor: Marcelo D’ Salete

Editora: Veneta

Onde Encontrar: Inalivros

É diante de uma Encruzilhada que encontramos um, ou vários caminhos. A obra de Marcelo D’Salete nos aponta encontros que permeiam a sociedade brasileira, ganham contornos com a realidade vivida por muitos jovens das periferias brasileiras que são acometidos pelo racismo, desemprego e falta de expectativas diante de um futuro que não se demonstra favorável.

 7 – O ViraLata

O ViralataAutor: Paulo Garfunkel e Libero Malavoglia

Editora: Peixe Grande

Onde Encontrar: InaLivros

Essa HQ foi a que mais tiragens teve ao longo da história. Foram mais de 70 mil. A princípio não foi adotada em escolas, mas sim em um presídio. Sim, em um presídio. No antigo presídio do Carandiru. Foi inserida no contexto de pessoas que tiveram a liberdade cerceada pelo médico Drauzio Varela, que a utilizou como um método de conscientização contra doenças sexualmente transmissíveis.

Cheia de alegorias que transbordam o imaginário criado em relação ao povo brasileiro, O ViraLata é um anti-herói muito incomum.

8 – Macunaíma

macunaímaAutor: Angelo Abu e Alex

Editora: Peirópolis

Onde Encontrar: InaLivros

Macunaíma em quadrinhos é uma leitura ilustrada da clássica obra do modernista Mário de Andrade. Os autores trataram de desenvolver a personagem principal sem as características marcantes que a obra tomou quando foi ao cinema. Conseguiram! De qualquer forma o herói continua sem nenhum caráter e fazendo odes a mestiçagem.

 

9- Carolina

CAROLINA VENETA 2016 06Autores: Sirlene Barbosa e João Pinheiro

Editora: Veneta

Onde Encontrar: InaLivros

A presença feminina ainda é rara no mundo das HQ’s, e ter a trajetória de uma mulher negra retratada nesse universo é muito significativo. Essa HQ conta um pouco da vida de Carolina Maria de Jesus, grande escritora brasileira que se destacou por sua escrita sobre o cotidiano na favela do Canindé. A obra, muito bem produzida e com projeto gráfico super bonito, teve apoio do ProAC e foi lançada esse ano.

Para saber mais: http://carolinaemhq.tumblr.com/sobre

10- Micheal Jackson

michael jacksonAutor: Diego Agrimbau e Horacio Lalia

Editora: V&R

Onde Encontrar: InaLivros

Essa HQ conta a história do maior ídolo que a música POP já teve.  Nela, Michael é convidado a assistir cenas de sua vida que são transmitidas numa tela de cinema. E um locutor externo vai compondo a narrativa. Todas as excentricidades que Michael criou para conviver com a falta de liberdade que tinha por conta da fama que adquiriu ao longo da carreira. Mas, os casos em que foi acusado de pedofilia não passaram em branco, assim como a cor de sua pele que foi brutalmente clareada e o uso indiscriminado de analgésicos que infelizmente resultaram em sua morte precoce.

 

 

11 – Tungstênio

TungstênioAutor: Marcello Quintanilha

Editora: Veneta

Onde Encontrar: InaLivros

Tráfico, herança de um militarismo arcaico, corrupção policial e relação amorosa não correspondida são componentes dessa HQ que traz personagens negras como protagonistas. E se você gosta de suspense, não terá arrependimento. Essa é a tônica que Marcello Quintanilha libera do início ao fim. Toda trama é contada na Cidade de Salvador com cenas de violência e poder.

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Autora do Mês – Maio – Cristiane Sobral

A InaLivros começa esse mês uma série de conversas sobre obras e autores. Vamos conhecer melhor o processo de criação de determinadas obras. A escolhida do  mês de maio foi a autora Cristiane Sobral, autora do livro Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção, obra escolhida para o clube de leitura Leia Mulheres Negras, realizado pela página do facebook Leia Mulheres Negras com o apoio da InaLivros.

Lu Bento: Cristiane, quando nós da InaLivros pensamos este espaço, o Quilombo Literário, a motivação inicial foi de busca por uma literatura que falasse das questões vividas pelas população negra, uma literatura que nos colocasse em posição de protagonismo e que se apresentasse ao mundo a partir de um ponto de vista afrocentrado, ou de um ponto de vista de um pessoa negra. Pra gente, isso se reflete em uma busca por uma literatura negra. Então eu vou começar com a pergunta que a gente sempre faz para os nossos convidados: Existe um literatura negra? O que é literatura negra pra você? IMG_8032

Cristiane Sobral: Não afirmo apenas uma literatura negra, em minha opinião a literatura negra tem diferentes contornos a partir de cada escritor, embora os elementos, as ferramentas de escritas sejam coincidentes, existe literatura negra, sim, há tempos. Seu marco oficial no Brasil aponta para o século XIX. Vários estudiosos da literatura, como o Prof. Dr. Eduardo de Assis Duarte, da UFMG tem traçado essa linha do tempo e apresentado grandes expoentes desse nicho de produção.

O que é literatura negra na minha concepção?

Uma literatura interessada na subjetividade negra, nas suas memórias, histórias, tradições, engajada na contação de histórias da negritude e sua ancestralidade. Nessa literatura, os escritores negros falam de si, desafiando as visões estereotipadas apresentadas pela literatura “universal”, no que se refere à representação dos personagens negros.
Na literatura negra, que pode ser encontrada com outros nomes como afro-brasileira, afro-descendente, negro-brasileira, só para citar alguns, existimos além do escravagismo e do seu legado no Brasil: Somos seres humanos, diversos, Não existe um protocolo para ser africano ou afro-brasileiro, nossa identidade é múltipla, em construção contínua, amamos, lutamos, pensamos, além da diáspora negra, com a nossa mitologia, ciência, religião, temos o direito de contar as nossas versões diante da “história única”.
Não basta ser negro para produzir literatura negra, há um compromisso estético e político nessa escrita, existem escolhas conscientes do autor, no sentido da intencionalidade da obra.

Lu Bento: Você já tem uma trajetória de escritora com textos seus publicados no Cadernos Negros, livros de poemas, e o “Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção” foi seu primeiro livro de contos individual publicado. “Pixaim”, o conto que abre este livro, já havia sido publicado nos Cadernos Negros. Quais outros contos já haviam sido publicados? Você já tinha o esboço dessa estruturação do livro, ou você foi percebendo as ligações entre os textos ao longo do processo de criação?

Espelhos
Cristiane: Os outros contos que já tinham sido publicados são: “Garoto de plástico”, “Cauterização”, “A Discórdia do Meio”, “O Buraco Negro”, “Bife com Batata Frita”, e “O Último Ensaio Antes da Estreia”. A estruturação do livro foi totalmente intencional e programada.
Quando resolvi publicar um livro de contos, comecei a tramar um tecido que fosse combinado, pensando nos diálogos possíveis entre os textos e temáticas.

Lu Bento:  O livro “Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção” nos provoca a pensar sobre identidade, sobre visibilidade da população negra e principalmente sobre relações. É um livro que trabalha o tempo todo com as noções de ver e ver visto, em diferentes níveis. A própria ideia de espelhos que perpassa toda a obra nos guiando para uma leitura reflexiva, partindo de uma visão-reflexão sobre à aparência e de questões relacionadas à estéticas, passando por uma visão-reflexão de temas relacionados a afetos, até uma visão-reflexão sobre questões psicológicas e existenciais. O que te motivou a escrever sobre esses temas?

Cristiane: A subjetividade negra, o corpo negro, são temas que têm sido pouco abordados e de forma estereotipada em nossa literatura, as nossas obras têm raros exemplos de vivências das personagens negras fora do contexto da escravatura, humanizadas, com experiências e voz. Quero saber mais sobre a negritude além do contexto do escravagismo, quem são essas pessoas, onde estão, os seus sonhos e desafios… Também as lacunas na nossa ancestralidade, os antepassados que não conhecemos, nossas raízes apagadas, a diáspora é um grande mar com muito conteúdo, muita riqueza submersa.
Isso me motiva e fomenta a minha escrita.

Lu Bento: Os nomes dos seus personagens se repetem em alguns contos e são muito contextualizados. Os Augustos negros, as meninas Ioli, as mulheres Socorros que realmente precisam de ajuda, a Celeste, o Maurício, a Olga… São nomes especiais pra você de alguma forma? Essa é uma preocupação sua ao escrever, nomear as personagens de modo que demonstre através do nome um pouco da personalidade delas?

Cristiane: Sim, não escolho nomes ao acaso, na verdade os nomes são geradores e intensificam a construção das personagens, levo muito tempo para escolher os nomes, não concluo um texto enquanto não acho um nome adequado. Sim, são nomes especiais, personalidades que dão vida à ficção.

Lu Bento: A primeira parte, “Espelhos”, fala muito sobre negritude e a falta de reconhecimento dessa negritude. Em “Pixaim” a menina tem sua negritude camuflada pelo alisamento dos cabelos, mesmo contra seu desejo. Em “Garoto de Plástico” e “Cauterização”, as personagens estão presas a um modelo embranquecido de existência até conseguirem olhar para si mesmos e perceberem sua negritude. Em “Maria Clara” a menina tem a sua negritude negada para ser aceita como filha de um casal branco. Em “A Discórdia do Meio” há uma relação tensionada entre irmão pelo fato de uma ser negra e o outro ser mestiço e ambos terem que lidar com essas identidades raciais. Enfim, gostaria muito que você falasse brevemente sobre os textos desta parte do livro.

Cristiane: Nessa parte do livro, as identidades estão em confronto com a realidade cotidiana do enfrentamento do racismo em nosso país, cada um com suas escolhas, perspectivas, mas sempre instigados ao conflito, com a possibilidade de ruptura. Quanto mais a consciência racial e o autoconhecimento, maior o empoderamento das personagens.

Os personagens têm muitos desafios alguns tomaram um caminho diferente conforme se deu o processo de escrita, percebi que isso faz sentido, considerando o meu interesse em construir histórias além dos maniqueísmos de bem e mal. É preciso ouvir a voz dos personagens no processo de composição literária e exercitar o desapego. Em certas passagens, a realidade é hiper realista, surrealista, beira o absurdo, em muitos momentos senti a necessidade de romper algumas convenções que extrapolam o realismo, para que os confrontos pudessem existir e provocar o leitor.

Lu Bento: A segunda parte, “Miradouros”, creio que os encontros e desencontros perpassam todos os textos. Eles nos convidam a refletir sobre desejos e sobre transformações em modos de ver a vida e as relações interpessoais. Os protagonistas passam por situações que lhes possibilitam uma mudança de atitude diante de uma situação. Qual era a sua expectativa com os textos desta parte?

Cristiane: Miradouro é um local de onde se pode enxergar, mirar, um horizonte largo. Nessa parte do livro, os personagens vão se resolvendo no percurso. São convidados a nascer. Nos três últimos contos, há certa névoa no horizonte, é difícil para cada um dos protagonistas, que parecem perdidos, a visualização de saídas, mas eles mergulham em si mesmos. Quando parecem derrotados, encontram o seu próprio caminho. Gosto muito dos mistérios que envolvem as histórias das pessoas, seus paradoxos, as especificidades que compõe cada indivíduo, sua sombra e sua luz.

Lu Bento: A terceira parte, “Dialéticas da Percepção” tem seu foco na morte e na solidão. Todos os contos tangenciam esse tema de uma maneira muito intensa, e trabalham de alguma forma o olhar para si mesmo. Eu destaco especificamente no último texto, a fala do personagem Pedro:”Se você se enxerga diante de um espelho negro, aprenderá a conviver com as suas sombras, com as suas luzes, alterando a sua percepção.”. O que você tem a falar sobre essa terceira parte do livro?

Cristiane: Esse último portal é um caminho de dor, sentimento inevitável diante da invisibilidade do negro nesse país, da exclusão social, da solidão da mulher negra, da exploração do corpo do homem negro, da sua sexualidade, do capitalismo e dos seus mecanismos de padronização dos sujeitos. Mas a morte e a dor também são reveladas além do pensamento judaico cristão, a morte dos sujeitos aí, também tem seu desabafo, nem sempre como uma rendição diante das dificuldades. Alguns contos permitem a reconstrução, a resiliência diante da dor, mas outros não. A tridimensionalidade humana é destacada, sem maniqueísmos de mal e bem.

Lu Bento:  O livro está dividido em 3 partes, cada uma com 7 contos. Acredito que essa estruturação não foi por acaso, e gostaria que você falasse um pouco sobre isso. O número 7 me remeteu imediatamente a ideia de 7 anos de azar, relacionadas a quebra do espelho. Em cada uma das partes há um texto que provoca um quebra em relação aos demais. Na primeira parte, creio que o texto “O buraco negro” traz essa quebra ao falar de uma depressão e sua superação. Na segunda, “Homem bom entregador de pizza” talvez exerça essa função e na terceira, “Espelho negro” fala de uma mudança da perspectiva de reflexão, da aparência/estética para os reflexos de espelhos negros, que refletem memórias e ancestralidade. Essa é uma visão pessoal minha. Você pensou em alguma dessas coisas eu escolher essa estrutura para o livro?
Tudo nesse livro foi milimetricamente pensado. 21 contos, que são reduzidos na numerologia ao número 3, número chave no processo da criatividade e da comunicação. Novamente temos o 3, pois o livro tem três capítulos, três portais que vão além da dualidade do mal e do bem, eu queria muito propor isso.

Cristiane: Quanto ao número 7, ele fecha e abre muitos ciclos, sete dias da semana, sete cores do arco-íris, sete orixás na umbanda, cada período lunar tem sete dias, enfim. Eu quis trabalhar com ciclos, sete contos, em três portais, totalizando 21 contos, o três novamente, símbolo mágico da comunicação, corpo, mente e espírito. Três é um número ótimo pra quem quer trocar ideias e escrevi o livro considerando essas perspectivas.

Outro aspecto. Os sete contos foram agrupados intencionalmente, o primeiro portal, Espelhos, aborda os desafios da identidade, o segundo, Miradouros, revela identidades em confronto com a perspectiva de mudança, seus desafios e no terceiro portal, a morte é um caminho para a vida, para a transformação. A morte também revela a necessidade do momento limite, no qual precisamos mudar o estado das coisas. Em todos os contos aparece a palavra espelho, isso foi proposital.

Lu Bento: Meu conto favorito no livro é Olga. A construção complexa da personagem e a sua reviravolta me chamaram muita atenção. Você tem um conto favorito? Ou um conto que foi mais tranquilo de escrever, ou que você gostaria de destacar de alguma forma?

Cristiane: Não tenho um conto favorito, é difícil escolher. Cada um tem um aspecto que me fascina, pelo bem ou pelo mal, além disso, me provocam, são pessoas que eu gostaria muito de encontrar e conhecer, isso me desafia a escrever, a contação de histórias, a invenção. Olga por exemplo, que loucura, eu não sabia onde ela poderia chegar, tão inesperada, amo a sua impulsividade e o desapego diante das situações. Alguns personagens me incomodam também, outros provocam profunda reflexão. Depois que escrevo procuro me distanciar e ler novamente, como leitora. É sempre um aprendizado.

Lu Bento: Vamos a mais um pergunta padrão da InaLivros: Nós queremos muito estimular novos escritores. Desde quando a gente começou a conversar com autores, quase sempre um outro escritor teve um papel fundamental no incentivo para a publicação. Quem te incentivou, te encorajou a começar a publicar? Ou a continuar publicando, ou a publicar livros autorais e não só permanecer publicando em coletâneas?

Cristiane: Minha mãe Marina, foi uma grande incentivadora, professora de formação e dona de casa por decisão. Era muito exigente com as tarefas escolares e eu, sempre interessada pelas letras, a ponto de deixar as bonecas de lado, fui instigada por ela a respeitar a língua portuguesa e a me colocar diante dela como eterna aprendiz, sempre querendo mais, lendo mais, indo mais fundo. Meu pai, ávido leitor e cinéfilo, despertou o amor pelas histórias nos filmes, de certa forma a minha preocupação com a construção de imagens vem daí, porque assisti muitos filmes e ouvi muita música boa em casa. A música me deu o sentido do ritmo e da sua importância na construção tanto da poesia, quanto da prosa. Mas eu tinha um incômodo no que se refere a representação das personagens negras, o Quilombhoje foi muito importante pois conheci autores produzindo em outra dimensão, com outro ponto de vista no que se refere à construção da subjetividade negra na literatura. Com o grupo comecei a publicar, em 2002, incentivada por uma amiga angolana, Alexandra Aparício, historiadora, Diretora da Biblioteca Nacional na altura, intelectual e mulher feminista aguerrida, com quem compartilhava meus escritos, guardados há anos, a sete chaves. Quando comecei a publicar tive muito retorno do público leitor, isso me instigou muito a continuar escrevendo, lendo, refazendo a minha escrita.

Lu Bento:  Seus textos falam muito sobre a solidão da mulher negra. São muitas mulheres solitárias ou com relacionamentos problemáticos. Qual é a importância de ficcionalizar esse tema que é tão frequente na realidade das mulheres negras?

Cristiane: Sim, precisamos falar sobre as nossas dores, amores, também sobre as nossas vitórias. Vivemos um longo período de silenciamento, não havia tempo para falar, os corpos das mulheres negras estiveram sempre a serviço de outrem. E a dor é apenas um dos aspectos, quero ir mais fundo, no que se refere à subjetividade da mulher negra, precisamos aprender a gostar mais de nós mesmas, conversar, ficcionalizar, inventar e reinventar nossas vidas, a literatura é um portal. Existem muitos cenários de invenção para as mulheres negras, isso me interessa. Continuo atenta.

Lu Bento:Você já está preparando um novo livro? Você já publicou poesias e contos. Pensa em escrever um romance?

Cristiane: Estou preparando um livro de poesia, está quase pronto, pra esse ano ainda. Também estou finalizando a 3ª edição do “Não vou mais lavar os pratos”, revisada e com poesias novas. Sairá em 2016 também, junho ou julho. O livro de poesia “Só por hoje vou deixar o meu cabelo em paz, está com a 1ª edição no fim, demanda nova edição com urgência. Tenho duas peças de teatro prontas, não sei se tenho pernas pra publicar esse ano, mas quero negociar com outras editoras, porque ainda cuido de toda essa demanda de publicação na minha editora atual e quero ter mais tempo pra me dedicar à escrita. Também tenho dois infantis em fase de finalização. Pretendo lançar um romance há tempos. Para o romance, quero dedicar mais tempo, não tenho previsões, quero destruir ainda muito papel anteponcia_vicêncios de chegar ao ponto da publicação.

Lu Bento: Pra fechar, que livro você acha que todo mundo deveria ler, e porque?
Cristiane Sobral: Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo. Leiam e descubram sua potência. Contundente, avassalador, toca no fundo da alma, onde devem adentrar as grandes obras.

Lu Bento: Muito obrigada Cristiane!

 


Espelhos, MIradouros e Dialéticas da PercepçãoEspelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção

Cristiane Sobral

Ed. Dulcina

2011

 Compre aqui: InaLivros

 

 


Cristiane Sobral é escritora, atriz e pesquisadora, já publicou os livros Não vou mais lavar os pratos (poemas, 2011), Só por hoje vou deixar meu cabelo em paz (poemas, 2014), Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção (contos, 2011) e participou de diversas antologias. Para saber mais sobre a autora e suas obras, acesse o blog: http://cristianesobral.blogspot.com.br

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InaLivros listas – 10 meninos negros na literatura infantil

Devido a grande repercussão do nosso projeto 100 meninas negras e um crescente questionamento sobre livros infantis com protagonismo masculino negro, retomamos as listas de dicas da InaLivros destacando 10 livros infantis com protagonistas masculinos negros.

Representatividade é importante para todo mundo e há uma carência de materiais que representem de maneira positiva nossos meninos negros.  Então, se liga nessa listinha aí, compartilhe e divulgue para seus amigos. Nossos meninos negros também estão nos livros!

meninos negros

 

1- Nito, do livro O Menino Nito

menino nito - meninos negros

Nito é um menino que expressa seus sentimentos através do choro. Mas homem pode chorar? Esse livro procura abordar determinados estereótipos de gênero e o quanto ficamos limitados e aprisionados neles em nosso cotidiano. É um livro que ajuda a romper noções cristalizadas de masculinidade.  Um livro com muitas possibilidades de trabalho em ambiente escolar, indicado para leitores em processo e para leituras mediadas.

Ficha Técnica

Autora: Sonia Rosa

Ilustrador: Victor Tavares

Onde Encontrar: InaLivros


2- Ulisses, do livro Ulisses no país das Maravelhas

meninos negros - Ulisses no país das maravelhas

Nessa aventura divertida e inusitada, Ulisses, um garoto brasileiro que trabalha consertando máquinas de lavar roupas, mergulha em um mundo fantástico repleto de personagens do folclore e da cultura nacional. Um grupo de sacis, um tiranossauro baiano que dança axé, uma dupla sertaneja que toca estranhas modas de viola, sucuris guardiãs, um sapo cururu intelectual e muitos outros personagens acompanham Ulisses em sua odisséia tupiniquim. Pra garotada que curte uma fantasia, Ulisses no país das Maravelhas é uma ótima opção.  Ulisses no  país das Maravelhas é indicado para leitores fluentes.

 Ficha Técnica

Autor: Egídio Trambaiolli Neto

Ilustrador: Adriano Vidal

Onde Encontrar: InaLivros


3- Alex, do livro Super-Eu

super-euAlex é um menino muito criativo e com excelente autoestima. Ele se enxerga como um super-héroi, o Super-Eu. Esse super-herói tem poderes incríveis e ajuda as crianças a perceberem que se um Super-Eu não é tão difícil quanto pode parecer. Um livro muito bonito e estimulante para crianças pequenas.

O livro ainda vem com uma  proposta de atividade para aprofundar esse tema, tem também um glossário e dicas de sites para saber mais sobre a diversidade da população do Brasil e do mundo.

Ficha Técnica

Autora: Lisa Bullard

Ilustrador: Brandon Reibeling

Onde Encontrar: InaLivros


4- Robinho, do livro O Noitário de Robinho

meninos negros - O Noitário de RobinhoRobinho é um menino que quer ser grande. Ele está cansado de não ser levado a sério por ser pequeno. Como ele adora criar histórias em seu noitário, Robinho nos conta uma bela história de persistência e determinação que inspira adultos e crianças.  Um livro para leitores em processo  e para leitura mediada.

Ficha Técnica

Autor: Allison Santos

Ilustrador: Adriano Vidal

Onde Encontrar: InaLivros


5- Pedro, do livro Pedro Noite

Meninos negros - Pedro NoitePedro é um menino que não entende a sua negritude. Ele não entende porque é diferente da sua família e porque os outros meninos o tratam mal por causa da sua cor de pele. Sua avó, uma mulher branca, pouco o ajuda a entender sua ancestralidade. Pedro só passa a entender melhor sua negritude e seus sentimentos a partir da conversa com Juvenal, um velho senhor negro. Pedro Noite fala de um menino que tem sua história atravessada por imagens que não o retratam, e por uma conexão ancestral que ele precisa resgatar.

Um livro poético e bem indicado para leituras mediadas e leitores em processo.

Ficha Técnica

Autor: Caio Riter

Ilustrador: Mateus Rocha

Onde Encontrar: InaLivros


6- Papí, do livro Papí o Construtor de Pipas

meninos negros - Papí, o contrutor de pipasPapí é um menino que quer aprender a ler. Sua maior diversão é brincar com pipas e seu maior desafio é conseguir ler as instruções para armar as maiores certinho, assim como as coloridas em formato de águias.  Mas será que ele vai conseguir aprender com essa pressa toda? Papí, o construtor de pipas fala sobre perseverança e paciência para alcançar seus objetivos. Um bom livro para leitores em processo e para leituras mediadas.

Ficha Técnica

Autora: Luia Zatz

Ilustrador: Alexandre Teles

Onde Encontrar: InaLivros


7- Oranyam, do livro Oranyam e a Grande Pescaria

DSC00352Oranyam e seus amigos saem para pescar e acabam tendo uma grande surpresa: um peixe enorme! O que fazer com um peixe tão grande? Essa história fala da importância da coletividade e do trabalho em equipe, além de nos mostrar um pouquinho a geografia da África. Mais um livro indicado para leitores em processo e para leituras mediadas.

Ficha Técnica

Autora: Dayse Cabral de Moura

Ilustrador: Zeka Cintra

Onde Encontrar: InaLivros


8- Zagaia, do livro Zagaia

zagaiaCom uma linguagem ritmada e fortemente inspirada na literatura de cordel, a história do jovem Zagaia é contada. Esse rapaz que sai do norte de minas e vai parar na periferia de São Paulo, amadurece através das experiências vividas, convivendo com as humilhações e dificuldades da luta pela sobrevivência digna do dia-a-dia.  Além disso, Zagaia trás um breve texto sobre a origem africana do termo e seu significado. Zagaia é uma obra interessante para jovens e adultos.

Ficha Tecnica

Autor: Allan da Rosa

Ilustrador: Marcelo D’Salete

Onde Encontrar: InaLivros


9- Manu, do livro Manu da Noite Enluarada

Manu, da noite enluaradaManu é um menino que adora desenhar. Quando ele precisa desenhar sua família para uma atividade da escola, fica sem saber como fazer sua família negra. Manu tem vergonha do cabelo crespo de seus parentes. Um livro interessante para introduzir conversas sobre beleza, características físicas negras e diversidade.

Com um conteúdo muito rico para ser trabalhado em ambiente escolar, o livro é voltado para leitores em processo e  para  atividades de leitura mediada.

Ficha Técnica

Autora: Lia Zatz

Ilustrador: Alexandre Teles

Onde encontrar: InaLivros


10- Príncipe, do livro Príncipe da Beira

o pirncipe da beiraO Menino Príncipe vive seu reinado com seus irmãos e sua mãe. À beira do Rio, reina. O Menino não para e conhece tudo em seu reinado.

Ótimas ilustrações, impossível a criança não ficar fascinada com as imagens do Príncipe e de sua família.

Ficha Técnica

Autor e Ilustrador: Josias Marinho

Onde encontrar: InaLivros


 Gostou da listinha? Todos esses livros estão disponíveis na loja virtual da InaLivros, em nossa loja física e também em nossa banca itinerante nos eventos que participamos. Confira a nossa agenda e acompanhe onde estaremos na próxima semana!

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