Hoje, terminei de ler Pichón. Livro instigante com características de um romance policial. Tantas foram minhas angústias ao ter que me afastar de suas páginas para agitar as coisas do dia-a-dia e não terminá-lo de uma só vez. Mas vamos lá! A vontade era ter uma máquina do tempo para acompanhar Carlos Moore em muitas das passagens de sua vida. Não consegui isso. Mas o livro me proporcionou uma aproximação tamanha que me vi moleque em Lugarenho. Corria de um lado para o outro, admirando os Jorocóns. Queria pular as encrencas com a mãe, apanhar não é nada bom. Ouvi os tambores dos Clubes Negros e senti a emoção de viajar de avião pela primeira vez, direto para Nova York. Lá, a loucura americana e as facilidades subiram à cabeça. Sorte ter encontrado uma Livraria Afrocentrada e uma moça. Quem era a moça? Maya Angelou, tá bom pra você? Pra mim, não. Se eu continuar terei de falar de vários outros encontros, que Carlos foi proporcionando, Malcolm X, Kwame Ture, Abdias do Nascimento, Aimé Cesaire, Fela Kuti e tantos outros. Não nessa ordem e nem todos na terra de Tio Sam. Mas se quiser saber mais, sobre esses encontros quase inverossímeis. Como se deu o retorno à Cuba, a retirada estratégica para não virar comida de Pichón, opa – urubu, a coragem desse homem de sorriso e gestos carregados de ternura. Mas firme ao defender suas convicções. Faça como eu e tantos outros estão fazendo. Leia o livro. Simples assim!

capapichon

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