InaLivros indica: A triste história de Barcolino

Levei mais tempo do que podia para ler esse livro. Mas independente disso, saiba que gostei muito. Logo de cara, Lucílio Manjate autor moçambicano, apresenta Barcolino como ‘homem mais do mar que da terra’. Fui induzido a pensar que o fato de ser pescador teria possibilitado essa situação. Aí, fui entrando na história e percebi que ser pescador era mero detalhe para essa condição e que a sua vida ou a falta dela, atraia turistas curiosos de muitos lugares para acompanhar o inusitado acontecimento que já será relatado.

A madrugada acorda e Barcolino reaparece após longo tempo sem dar as caras. O secretário dos Bairro do Pescadores, onde é narrada a história, insistia em dizer que tudo isso não passava de um mito. E com isso, tentava persuadir a população do bairro. Os moradores ignoravam o secretário, até porque ouviam a cantoria de Barcolino vinda do mar. E todas as vezes que aparecia, eles queriam matá-lo. A triste história de barcolino

Com a sua chegada, os moradores do bairro colocaram próximo ao mar os velhos, pensando que assim Barcolino pudesse poupar a vida das crianças. Mas foi no bar que ele reapareceu. Logo, o recinto ficou cheio de curiosos e não tardou para Dona Cantarina, sua esposa, chegar e o bombardear com uma série de perguntas. No diálogo entre eles, todos perceberam que a ‘coisa’ não acontecia como em um casal convencional. E o dono do bar sugeriu que  assuntos de mortos fossem tratados no cemitério.

Diante da situação, Barcolino pede a esposa que o enterre e mais uma vez o diálogo aponta uma ruga na relação dos dois. Como já era tarde e seu enterro não poderia ser realizado naquele dia por conta de dificuldades apontadas pela mulher, pois o cemitério escolhido por Barcolino estava cheio. Ele decide passar a noite na casa do afilhado que narra a história e o acolhe. a triste história de barcolino

Em casa, o afilhado temeroso entende que Barcolino faz homem maduro se recordar da infância. Mas leva um grande susto ao ver o reflexo do padrinho no espelho. É difícil, para mim leitor, relatar o que li. Ele se sentiu perturbado com a situação e resolveu que seria melhor ir dormir.

Pela manhã Dona Cantarina chega a porta da casa para levar o seu morto e acabar com aquela situação que se repetia há algum tempo. Queria enterrar seu marido, mas não o encontrou na casa do afilhado. O bairro foi acordado pelos dois. O danado havia sumido, mas as pessoas que estavam na praia gritavam para que todos vissem a fartura de peixes que vinham das barcas que chegavam do mar. Enquanto os cardumes eram desembarcados, uma mãe chorava a perda do filho recém-nascido. E os meses de inverno eram sempre tristes assim, Barcolino aparecia, o peixe chegava em abundância e uma criança partia. a triste história de barcolino

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About the author

Léo O'Bento é educador, produtor cultural e ultimamente tem a estranha mania de transformar sonhos em realidades.