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Lançamento do livro Quando me descobri negra, de Bianca Santana

Neusa Sadescobri negra4ntos Sousa já dizia em seu livro “Tornar-se Negro” que reconhecer e assumir a nossa identidade negra é algo que depende de um processo, não é apenas a cor da pele que define a nossa negritude.  Bianca Santana, jornalista e professora,  nos brinda com o livro “Quando Me Descobri Negra”, contando exatamente o processo de descobertas e experiências vividas por ela ao reconhecer sua identidade.

Um livro que fala sobre identidade negra e feminina, sobre questões que nos são tão próximas  e que em muitos momentos parece se tratar da nossa própria história de vida. Com contos fortes e concisos, Bianca Santana vai descrevendo a trajetória de mulher negra na sociedade brasileira.

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Lançamento

A InaLivros estará presente no lançamento da obra “Quando Me Descobri Negra”. O evento será promovido pela SESI-SP Editora, Casa de Lua e pela própria autora, contará com o apoio da InaLivros nas vendas e com uma edição aberta do Círculo de Mulheres Negras. Haverá, também, uma roda de conversa entre mulheres sobre identidade, negritude e racismo.

Quer participar desse evento e de quebra ainda voltar pra casa com um livro autografado pela autora? Então, se liga aí:

quando me descobri negra

Data: 11/11

Horário: 20h

Endereço: Rua Engenheiro Francisco Azevedo, 216, 05030-010 São Paulo – Casa de Lua

Como chegar: A Casa de Lua fica a 10 minutos a pé do Terminal Vila Madalena, próxima à Av. Pompéia.

Para saber mais e participar

O livro já se desdobrou em outros projetos. No site  Quando Me Descobri Negra, estão publicados descobri negra2textos da coletânea de Bianca Santana, ilustrado por Mateu Velasco, editado por Renata Nakano e há espaço para que as leitoras e leitores enviem seus próprios relatos de casos de racismo e dos seus próprios processos de reconhecimento da identidade negra.

Além disso, há a página do facebook onde é possível encontrar mais relatos da autora, vídeos de pessoas lendo trechos do livro e outras notícias relacionadas à descoberta da negritude e a casos de racismo.

E pra entrar no clima do lançamento, o evento no facebook traz as últimas notícias.

 

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Charles, Carlos ou Lito? Pichón

Hoje, terminei de ler Pichón. Livro instigante com características de um romance policial. Tantas foram minhas angústias ao ter que me afastar de suas páginas para agitar as coisas do dia-a-dia e não terminá-lo de uma só vez. Mas vamos lá! A vontade era ter uma máquina do tempo para acompanhar Carlos Moore em muitas das passagens de sua vida. Não consegui isso. Mas o livro me proporcionou uma aproximação tamanha que me vi moleque em Lugarenho. Corria de um lado para o outro, admirando os Jorocóns. Queria pular as encrencas com a mãe, apanhar não é nada bom. Ouvi os tambores dos Clubes Negros e senti a emoção de viajar de avião pela primeira vez, direto para Nova York. Lá, a loucura americana e as facilidades subiram à cabeça. Sorte ter encontrado uma Livraria Afrocentrada e uma moça. Quem era a moça? Maya Angelou, tá bom pra você? Pra mim, não. Se eu continuar terei de falar de vários outros encontros, que Carlos foi proporcionando, Malcolm X, Kwame Ture, Abdias do Nascimento, Aimé Cesaire, Fela Kuti e tantos outros. Não nessa ordem e nem todos na terra de Tio Sam. Mas se quiser saber mais, sobre esses encontros quase inverossímeis. Como se deu o retorno à Cuba, a retirada estratégica para não virar comida de Pichón, opa – urubu, a coragem desse homem de sorriso e gestos carregados de ternura. Mas firme ao defender suas convicções. Faça como eu e tantos outros estão fazendo. Leia o livro. Simples assim!

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Lançamento da autobiografia de Carlos Moore – Pichón

Essa semana, a InaLivros promove, em parceria com o Terça Afro,  um grande evento na Zona Norte de São Paulo: o lançamento de Pichón – a autobiografia de Carlos Moore.

O projeto Terça Afro, em Agosto, completa 3 anos de existência. Dentro deste período muitas foram as rodas, as circularidades e possibilidades de troca que foi propiciado nos mais diferentes e marcantes encontros, sempre com um eixo principal: o universo negro!

capapichonE para um mês tão especial, a Livraria Itinerante – InaLivros e a Nandyala Editora se juntam a eles para celebrar esse momento especial com um grande evento. Em um momento especial e comemorativo,  mantendo o eixo central (o universo negro) do projeto, teremos a imensa honra de convidar a todos para  o lançamento de Pichón, livro autobiográfico de Carlos Moore  importante etnólogo, cientista político e uma das grandes referências modernas da luta antirracista.

Em meio à sua trajetória, Carlos Moore nos relata memórias de Malcolm X, Alex Haley,  Abdias do Nascimento, Miriam Makeba, Fela Kuti, Lélia Gonzalez, Aimé Cesairé, Cheikh Anta Diop e tantas outras referências que serão evocadas em nossa roda!

O livro será vendido pela InaLivros, com o preço de R$40,00 e aceitaremos cartões de crédito e débito (exceto bandeira ELO).  Outros livros de autoria de Carlos Moore também estarão disponíveis.

Convidamos a todos para chegarem e celebramos este momento com o melhor que a Terça Afro pode propor: encontro, diálogo, troca e vivência negra!! A InaLivros tem a honra de fazer parte dessa história!

A discotecagem do evento ficará por conta de Whellder Guelewar, com o melhor do afrobeat e muito Fela Kuti pra entrarmos no clima!

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Dia 20/08 a partir das 19hrs.
Local: Instituto Cultural Samba Autêntico
Endereço: Rua Icatuaçu, 157.

Seguem as possibilidades de trajeto…

COMO CHEGAR!

Metrô Barra Funda: Lotação Jardim Tereza
Referência: Avenida João Paulo x Av. Itaberaba

Metrô Santana: Ônibus Term. Cachoeirinha 971X, descer ultimo ponto da Av. Mirim e pegar a lotação Pirituba 8199/10
Referência: Av. Itaberaba x Av. João Paulo

Metrô Santana: Ônibus Vila Penteado 971M
Referência: Av. João Paulo x Av. Itaberaba

Terminal Cachoeirinha: Lotação Pirituba 8199/10
Referência: Av. Itaberaba x Av. João Paulo

Terminal Cachoeirinha: Ônibus Vila Penteado 971M
Referência: Av. João Paulo x Av. Itaberaba

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A descoberta do frio? Pode ser esse título mesmo.

Em São Paulo, com A Descoberta do frioo término de junho, chega o frio. É o inverno. Já era de se esperar. As pessoas começam a vestir roupas, sobre roupas, umas escuras e outras escuríssimas. Tentativa de imitar a península asiática? Com certeza. Falta de criatividade? Pode ser.

Mas criatividade não faltou a Oswaldo de Camargo que beneditinamente trouxe à baila, tal ‘frialgia’ em seu livro: ‘A descoberta do frio’. Autor de uma maestria e criatividade ímpar, que foi me guiando pela Praça Lundaré onde os poetas se encontravam e depararam-se com o frio que arrebatara o malunguinho Josué. Mas esse frio é diferente. Diferente daquele que acomete a todos. Lá, só parava no corpo dos pretos e o que é pior, em pleno verão. O sujeito se tremia, se batia e o frio não saia. De repente, ele sumia. Sumia e ninguém mais via!

E tinham aqueles que não acreditavam na existência do frio. A não ser quem sentiu. Ou quem percebeu que aquele tenebroso frio só acometia parte da população. Médicos riam, autoridades demonstravam o interesse despreocupado de sempre e a polícia vinha fazendo o seu papel como era de se esperar (aqui, a interpretação é minha).

Perto do fim da leitura, baixou em mim a tensão. Tive uma febre monumental. Será que era o frio Oswaldiano saltando as páginas e fazendo mais uma vítima na vida real? Achei que não. Tomei remédio e não passou, tive que me afastar das funções laborais e mais remédio. Nada daquele frio surdo passar. Durante o dia ainda, o corpo não aguentou e cai no sono. Logo vem o sonho com Laudino, Zé Estevão, Carol, o Bispo de Maralinga, todos reunidos na Toca das Ocaias. Acordo assustado e com frio. Vou pegar o friorento livro para terminar a leitura. Num passe de mágica, volto a temperatura normal e aquela coisa me deixa.

E a pergunta que não sai da cabeça. Por queA descoberta do frio não esteve relacionado como uma das leituras na época em que prestei o vestibular? Hoje, só vislumbro uma resposta. Deve ser o frio, deve ser o frio…

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